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Devocional

Adulterar A Mensagem

Por Fábio Amaro

19 de janeiro de 2025

Adulterar A Mensagem

Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso.

O primeiro degrau na escada da verdade é a mensagem original. A mudança, por menor que seja, altera a originalidade da palavra falada ou escrita.

Há uma "preocupação" da parte do Altíssimo em relação a essa questão. Devido a isso, ELE fez algumas advertências aos líderes religiosos do Seu povo, os sacerdotes escribas (escritores), para que não adulterassem a Sua Palavra.

Ninguém podia retirar uma vírgula da mensagem original que o Eterno Deus havia enviado para o Seu povo, e nem podia acrescentar nada, para que a verdade não se tornasse uma mentira.

Para que a verdade seja prejudicada e seja totalmente reprovada pelo SENHOR, não é preciso que a mensagem seja adulterada por completo, mas apenas uma pequena porção, prejudicando todo o conteúdo. 

Como bem ensinou o apóstolo Paulo: "Não sabeis que um pouco de fermento faz toda a massa ficar fermentada?" (1Co 5.6 e Gl 5.9).

Paulo já havia aprendido essa verdade com o Senhor Jesus, que nos ensinou isso de forma muito simples, ao dizer: "Cuidado com o fermento dos fariseus" (Mt 16.6).

O homem religioso adultera a Palavra de Deus quando coloca os seus próprios interesses mesquinhos acima da vontade de Deus. Por isso, Jesus deixa claro que, em essência, a adulteração da mensagem de Deus é fruto da hipocrisia.

No livro dos Provérbios encontramos mais uma dessas advertências dirigidas ao povo santo de Deus. Nesse precioso alerta, a Palavra do Altíssimo apresenta uma consequência como juízo imediato aos que praticarem tal coisa. O próprio SENHOR o repreenderá e ele será visto como mentiroso por quem tem discernimento.

A singularidade dessa mensagem é bela, pois o objetivo do Altíssimo não é parecer agressivo ou amedrontador, para que o Seu povo O obedeça por medo do Seu juízo, mas revela um cuidado com cada um, com o indivíduo, pois se dirige a "você", no singular.

Essa mensagem não é dirigida ao homem ímpio, cuja mente está obstinada a fazer a sua própria vontade, mas ao professo povo de Deus que se esforça para se manter na luz da verdade e praticar a vontade do Todo-Poderoso.

Essa questão é tão importante que o livro do Apocalipse nos apresenta uma última advertência com esse conteúdo e nele explícito um juízo como condição de salvação:

"Declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhe acrescentar algo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro. Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na cidade santa, que são descritas neste livro." (Ap 22.18-19).

As pragas descritas no próprio livro do Apocalipse são um juízo sobre todos os homens que rejeitaram a graça de Deus, para que vivessem uma vida de obediência e retidão. Portanto, as pragas são uma prévia do juízo de condenação à morte eterna.

Da mesma forma, são àqueles que serão privados de acessar a árvore da vida e viver na cidade santa, um símbolo da salvação eterna. 

Concluímos que, todo o professo povo de Deus que tem a obrigação de aprender e ensinar as Santas Escrituras, sem lhes retirar ou acrescentar qualquer conteúdo, pois é ponto de salvação. Nesse caso, de perdição eterna.

Ensinemos somente a verdade em seu óbvio sentido, sem qualquer contaminação com os costumes e tradições da igreja da antiguidade e medieval.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.