O Senhor retirou os juízos que eram contra ti, lançou fora o teu inimigo; o Senhor, o Rei de Israel, está no meio de ti; já não verás mal algum.
Em que circunstâncias o Senhor, que é imutável, afastaria um juízo em curso contra um culpado?
Se usarmos a empatia para nos colocarmos no lugar de alguém que está para sentar no banco dos réus e enfrentar um juízo com duras acusações, sabendo que tem grandes chances de ser condenado a muitos anos de prisão, como estaria o nosso estado de espírito?
Imaginemos o que se passa na mente daquele que está prestes a comparecer ao tribunal do júri, nos dias e nas horas que antecedem o julgamento?! Para ele, a promotoria é inimiga, o juiz que aplicará a provável sentença, é inimigo, enfim, todos que compõem o sistema judiciário será visto como inimigos, que unidos vão castigá-lo.
Façamos um outro exercício mental e imaginemos também que, um tribunal superior cancelou o julgamento e declarou o acusado inocente sob determinadas condicionantes, como ficaria o estado de espírito dessa pessoa: chorava? sorria? dava pulos de alegria?
O SENHOR Deus, o Todo-Poderoso e justo legislador do universo, viu o Seu professo povo no banco dos réus sob duras acusações com provas concretas, sendo certa a aplicação da justiça, que nesse caso seria a justa condenação.
Todavia, ao perceber que há arrependimento verdadeiro, confissão e abandono das práticas delituosas, concede o perdão e dá uma nova chance para que desta feita viva uma vida reta de obediência as leis.
Foi assim nos dias do profeta Sofonias. Na mensagem dada ao povo através desse profeta, o verbo utilizado foi AFASTAR e não CANCELAR para sempre. Afastar não é retirar definitivamente, mas colocar de lado ou distanciar sob condições justas. Se o perdoado reincidir no erro, é justo que o julgamento volte com mais rigor?
O SENHOR foi misericordioso ao extremo com o povo transgressor do antigo Israel. Não só perdoou, mas afastou dele as sentenças tidas como certa por muitos, inclusive pelos profetas, e ainda lançou fora todos que Israel considerava como seus inimigos acusadores e/ou perseguidores.
Não obstante a tudo isso, o SENHOR ainda se comprometeu a habitar no meio do povo como o Rei de Israel, garantindo a ele toda a segurança e cuidado, afugentando para longe todo o medo e opressão que lhes era comum naquela época.
É muito fácil se indignar com a rebeldia do antigo Israel e amar as misericórdias do SENHOR, mas tudo o que se aplica ao antigo Israel também se aplica a professa igreja de Deus no tempo presente. O povo não deixou de ser rebelde e as acusações se acumulam para o grande juízo. Somos piores que o antigo Israel, mas nosso orgulho não permite enxergar isso.
Todas as promessas de Deus são condicionais. ELE promete a proteção, sabedoria e prosperidade para o Seu povo escolhido, que deve obedecer aos Seus mandamentos, não seguindo o caminho da idolatria, dos costumes ou das tradições dos homens, que sempre rumam invariavelmente em direção a apostasia.
O Senhor nunca volta atrás, mas o Seu povo é que deve retroceder para se converter dos seus maus caminhos, em tempo, para que o juízo seja afastado. Os juízos afastados podem ser retomados, SE o homem abandonar a verdade e retornar ao caminho de pecados.
Muitos professos cristãos se acham dentro de uma promessa sem condicionantes, achando que o SENHOR irá recompensá-lo mesmo vivendo em pecado.
Quem é esse “povo de Deus” citado pelo profeta Sofonias? O contexto está relatando um duro juízo contra Israel, pois seus profetas eram levianos, os sacerdotes estavam profanando o santuário e violentando a lei (v. 4); Não haviam aprendido com os juízos vindo contra eles e não temeram ao Senhor (vs. 6,7). Sempre a liderança religiosa era responsável pelo mal.
Devido a isso, o Senhor iria recolher de todas as nações os Seus verdadeiros servos, e juntá-los como Seu povo (v. 8); Daria uma nova linguagem para todos os reunidos, mesmo aqueles pobres e miseráveis vindo da Etiópia (vs. 9,10), pois todos os pecados cometidos na ignorância e no distanciamento do Senhor seriam perdoados, retirando sua vergonha (v. 11), praticada pela antiga religião oficial dos israelitas. De todo esse povo, o Senhor retiraria apenas um remanescente humilde e pobre (vs. 12,13).
Você deseja ser contemplado por essa promessa? Então não seja um religioso cego, servidor de líderes e instituições corrompidas e em apostasia, mas um seguidor de Cristo, obediente a Deus, e certamente Ele cumprirá em você todas as promessas que fez.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

