Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza, nem por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.
É muito mais fácil abrir mão daquilo que não nos serve mais do que dar algo novo que acabamos de comprar para nosso uso pessoal e presentear o nosso próximo.
Todavia, até as coisas usadas que não se utilizam mais estão sendo vendidas, mesmo em estado precário ou quebrado, em sites que estimulam o "desapego". Desapegar de coisas velhas ou obsoletas para nossa vida? Isso não faz sentido.
Tudo isso só nos mostra o quanto o homem é cada vez mais mesquinho e egocêntrico. Se até as coisas velhas estão vendendo, como vai doar as novas sabendo que, o certo a ser feito é: "Amar o próximo como a si mesmo"? Nós compramos coisas velhas para usarmos? Se é "como a si mesmo", então devemos dar ao próximo como nos damos ou nos presenteamos a nós mesmos.
Uma pessoa que tem dificuldade de dar algo que se tornou velho para ela certamente não terá alegria em dar algo novo ou em condições perfeitas de uso, sem que leve alguma vantagem financeira nesse processo.
Dar com alegria é uma experiência espiritual libertadora. Quando alguém decide dar algo sem ninguém pedir ou ser constrangido por algum sermão, mas por livre iniciativa, como Deus faz o tempo todo conosco, começa a acessar os tesouros do conhecimento de Deus.
O apóstolo Paulo orientou a igreja de Cristo na cidade de Corinto sobre como agradar a Deus através das suas dádivas. As orientações de Paulo nos informam que não basta dadivar; é preciso que haja algo que vá além disso.
O cristão que entrega uma oferta ou ajuda a sua comunidade religiosa não está atendendo ao santo mandamento espiritual de amar ao próximo apenas por fazer isso; é preciso que isso seja motivado por virtudes espirituais, para que a dádiva seja como "incenso suave nas narinas de Deus".
A oferta não tem que sair do bolso, mas do coração. Não deve ser proposta ou sugerida por terceiros, como pregadores ou líderes religiosos, mas de iniciativa própria, pelo toque do espírito de Deus, devido ao conhecimento adquirido na palavra de Deus sobre Seu amor e benevolência.
Se a oferta é de livre iniciativa, saindo do fundo do coração, será de amor, recheada com piedade, misericórdia, bondade e compaixão pelos semelhantes. Essa oferta agrada a Deus, pois não é fruto da tristeza, pelo medo de lhe faltar ou de ficar mais pobre financeiramente ou materialmente.
Também não pode ser por necessidade. Ninguém deve achar que, dando ofertas, estará suprindo as suas necessidades, porque quem dá cem recebe mil das mãos do SENHOR. Deus não é banco de investimentos ou bolsa de valores, para as pessoas buscarem nELE retornos financeiros e especulativos.
Igrejas que adotam essas práticas, por meios de discursos subliminares, dando indiretas para investirem dinheiro para receber mais, ou vendendo curas e dons espirituais, não são de Deus, mas estão cheias de demônios da cobiça. São homens cheios do espírito do maligno e de todo o engano. Fujam deles antes que tomem a sua vida.
O verdadeiro cristão doará suas contribuições por amor, com responsabilidade, sabendo que aquilo será empregado honestamente em uma obra santa, com justiça e equidade, sem esperar nada em troca, para compreender a graça de Deus por nós.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

