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Devocional

Confiança E Garantia

Por Fábio Amaro

10 de março de 2025

Confiança E Garantia

Se eu pus a minha esperança no ouro, ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;

Jó era um homem espiritual, íntegro e reto, que se desviava do mal, conforme testemunhou o Altíssimo para o inimigo das almas humanas.

Quando estava no centro do furacão do sofrimento, onde o calor da provação era mais intenso e a sua alma era moída, testando a sua fidelidade ao Eterno Deus, Criador de todas as coisas, Jó tentou se justificar falando muitas verdades ao seu respeito.

Todavia, mesmo o homem sendo declarado justo diante da letra morta, da lei escrita, ainda assim a justificação é pela fé em Deus, mediante a Sua graça e misericórdia, pelo simples fato de sermos pecadores por hereditariedade.

O homem natural já nasce pecador, mesmo que, como um bebê, não tenha consciência racional para isso, mas pelo fato de ser filho de pecador e receber dele a sua carne pecaminosa, torna-se carente de um Salvador, como todos os seres humanos.

Devido a isso, quando Jó tenta se justificar diante dos seus pseudo amigos, tentando lhes provar que não havia pecado ou culpa nele, pois em toda a sua vida havia andado em obediência ao Altíssimo, o patriarca comete um pequeno deslize. 

Para o Todo-Poderoso que sonda os corações, Jó era um homem justo, não devido às suas escolhas ou seus méritos, mas porque Aquele que justifica as pessoas com Sua perfeita justiça havia decidido isso.

Entretanto, muitas das palavras de Jó nos servem como testemunho e orientação. Seu testemunho é contundente e cheio de fé em Deus, ao contrário das palavras vazias e até acusatórias dos seus colegas.

Jó diz abertamente que confiava integralmente no Nome do SENHOR, diferentemente dos demais homens de sua época que estavam acostumados a confiar mais em suas riquezas e influência política e social.

Como de costume, os homens confiam mais nas suas riquezas como seu Deus do que no Deus das riquezas, colocando a sua confiança no "ouro", o vil metal que pode influenciar o homem para o erro e as maldições desta vida.

Jó não confiava no ouro como as pessoas a quem ele conhecia. Sua riqueza maior estava na fé em Deus, seu verdadeiro tesouro. A prova disso é que ele havia perdido, em poucas horas, todos os seus rebanhos, os filhos e a sua saúde, mas mesmo assim não blasfemou contra o Altíssimo.

Também não enxergava o ouro puro como uma garantia para a sua vida. Nem mesmo o ouro puro de Ofir poderia nos trazer paz, conforto e esperança, como nos concede o nosso Deus, o dono de todos os preciosos tesouros escondidos.

Olhando e examinando essa mensagem de Jó pela ótica tipológica, nem mesmo o homem provado no fogo, como o ouro que passa por esse processo para se tornar puro, pode se declarar justo, garantindo a sua salvação e justificação.

Somente o Altíssimo pode fazer essa declaração ou decretar tal sentença. Enquanto isso, façamos como Jó; busquemos viver uma vida de testemunho fiel e verdadeiro, diante de Deus e dos homens.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.