A verdadeira perseverança cristã nasce da confiança no Senhor, que opera nos corações a força para obedecer continuamente à Sua Palavra.
A igreja de Tessalônica era jovem, mas fervorosa. Paulo via neles um povo fiel, mesmo em meio à perseguição e à pressão. Neste versículo, ele diz algo extraordinário: "E confiamos quanto a vós no Senhor, (...)”.
Paulo não baseia sua confiança no caráter humano, mas no Senhor que opera neles. Ele reconhece que a obediência dos crentes é resultado da ação contínua de Deus em seus corações.
Essa passagem nos ensina três verdades fundamentais: (1) Nossa confiança deve estar no Senhor, não nas circunstâncias; (2) A obediência cristã é contínua, não momentânea e (3) A fidelidade é fortalecida e desenvolvida pela graça de Deus.
A fé verdadeira não se apoia na força humana, mas na fé que conhece o caráter fiel de Deus. A confiança cristã tem um fundamento: o SENHOR.
Paulo não confia nos homens, mas no Deus que habita neles. Sua certeza vem da fidelidade divina, não da constância humana.
A confiança espiritual não é otimismo, é fé no Deus que cumpre Suas promessas. Como um alpinista que confia na firmeza da corda que o segura, o cristão confia na fidelidade de Deus. Sua confiança está nas pessoas ou no SENHOR que trabalha nelas? A confiança no homem decepciona; a confiança no SENHOR fortalece.
A confiança em Deus gera descanso no coração. A expressão “confiamos” traz a ideia de paz interior diante da expectativa da obediência dos irmãos. Paulo podia descansar, porque sabia que o mesmo Deus que começou a boa obra iria completá-la (Filipenses 1:6). Quando confiamos em Deus, deixamos de controlar e começamos a descansar. Quem confia em Deus dorme no barco, mesmo em meio à tempestade.
A confiança no Senhor nos livra da frustração com os homens. Paulo havia enfrentado deserções, traições e oposições, mas ainda assim dizia: “Confiamos no Senhor quanto a vós.” Ele aprendeu que, mesmo quando o homem falha, Deus continua operando. Quando nossa confiança está em Deus, as falhas humanas não nos abatem.
Um maestro não perde o ritmo quando um músico erra; ele continua, porque sabe conduzir a orquestra até o final. Você tem se frustrado com as pessoas porque espera delas o que só Deus pode fazer? A confiança em Deus é o antídoto para as decepções humanas.
Certa vez, um pregador disse: “Deus nunca falha, mas às vezes, ELE precisa falhar nossas expectativas para cumprir Sua vontade.” — Por isso, Paulo podia confiar no Senhor acima dos homens.
A fé que confia no SENHOR se expressa em obediência prática e perseverante à Sua Palavra. A obediência começa com a fé no coração. A obediência deles era resultado da fé viva; eles já estavam praticando a Palavra. A fé sem obediência é morta; e a obediência sem fé é formalismo. A fé é invisível, mas a obediência à torna visível.
A obediência deve ser um ato contínuo, um estilo de vida. Paulo não elogia apenas o passado, mas encoraja a perseverança. Obedecer uma vez só é fácil; obedecer sempre exige constância espiritual. Como o sol nasce todos os dias sem falhar, o crente fiel obedece diariamente, mesmo sem aplausos. A fidelidade de ontem é bela, mas a de amanhã é essencial.
Obedecer “o que vos mandamos” mostra submissão à autoridade apostólica em Cristo, um sinal de maturidade na fé. Crentes imaturos resistem à correção; crentes maduros obedecem com humildade. O crescimento espiritual é medido não pelo conhecimento que temos, mas pela obediência que praticamos. A maturidade não se mede pelo que sabemos, mas pelo quanto obedecemos.
Paulo via a obediência dos tessalonicenses e se alegrava, mas sua confiança estava no poder de Deus que operava neles. Ele sabia que a fé verdadeira persevera, porque a graça verdadeira sustenta. O segredo da fidelidade cristã não é o esforço humano, mas a confiança diária no Deus que trabalha dentro de nós.
Portanto, confie, obedeça e continue, porque Aquele que começou a boa obra é fiel para completá-la. (Filipenses 1:6). “Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.” (1 Tessalonicenses 5:24).
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

