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Devocional

Contra Os Montes

Por Fábio Amaro

18 de dezembro de 2024

Contra Os Montes

Filho do homem, dirige o teu rosto para os montes de Israel, e profetiza contra eles,

A palavra "monte" nas Sagradas Escrituras, além do sentido literal, referindo-se a uma montanha, por exemplo, pode ser aplicada a vários sentidos tipológicos ou simbólicos, dependendo do contexto em que esteja inserida.

Pode significar uma fortaleza, lugar de congregação para adoração ou uma referência a um reino com determinado rei.

No contexto da visão profética em Ezequiel 6.2, a palavra "monte" refere-se aos lugares onde a nação de Israel estava se reunindo para adorar os deuses pagãos que haviam conhecidos a partir da relação social com as nações vizinhas.

Na verdade, o Altíssimo quer reprovar as escolhas e atitudes de idolatria do Seu professo povo, mas para lhes falar aos corações, seus atos de pecados, dirige-se aos lugares, apresentando-lhes a prova material dos seus delitos, para que o juízo sobre eles seja justo.

Quando Deus usa a palavra "monte" para o profeta Ezequiel, não se refere somente aos lugares altos onde os pagãos estavam acostumados a erigir seus altares para adorarem suas imagens de esculturas, mas também à liderança, os cabeças, os maiores entre o povo, que os induziam ao pecado. 

O contexto do verso bíblico em análise, contém as seguintes informações sobre a apostasia do povo de Israel, afundado completamente na idolatria:

"E dirás: Montes de Israel, ouvi a palavra do Senhor DEUS: Assim diz o Senhor DEUS aos montes, aos outeiros, aos ribeiros e aos vales: Eis que eu, sim eu, trarei a espada sobre vós, e destruirei os vossos lugares altos. E serão assolados os vossos altares, e quebradas as vossas imagens do sol e derrubarei os vossos mortos, diante dos vossos ídolos." (Ez 6.3-4)

Quando o SENHOR manda Ezequiel voltar o seu rosto contra o povo de Israel, está orientando-o a encarar, olhar nos olhos dos líderes religiosos, antes de abrir a boca e profetizar o juízo que viria contra eles, que haviam conduzido o povo à apostasia.

Não deveria ser nada fácil para o Deus de amor que havia prometido bênçãos e prosperidade para os filhos de Abraão, Isaque e Jacó, e na ocasião, por uma questão de justiça, ter que enviar a guerra, a dor e o sofrimento contra eles, que não honravam os nomes dos seus pais.

O Deus Todo-Poderoso que não muda, cujo caráter é imutável, é o mesmo que prometeu abençoar todas as famílias da Terra no descendente que sairia de Abraão, Jesus Cristo, mas a professa igreja de hoje vive em uma apostasia e idolatria muito pior que a do povo de antigamente.

ELE não gostaria de enviar os Seus juízos contra aqueles que professam ter a mesma fé de Abraão, mas como a fé deles é apenas da boca para fora, com palavras vazias e mentirosas, a espada virá inevitavelmente, conforme a palavra profética. 

No entanto, todos os que se arrependerem e se converterem ao caminho da verdade e andarem conforme a Palavra de Deus, lhes será providenciado o escape, como sempre foi providenciado pelo Altíssimo para aqueles que O temem.

Hoje os montes estão cheios de professos cristãos, idolatrando todo tipo de coisas, porque antes escolheram provar de todos os enganosos prazeres que o mundo oferece e, depois de presos a eles, mesmo que a Bíblia os reprove, não estão dispostos a abandoná-los.

É devido a isso que o juízo de Deus sobre o Seu professo povo sempre foi inevitável e não seria diferente no tempo presente, nas últimas horas do mundo. 

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.