Porque atentou na humildade da sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
O ser humano pecador, por natureza, é orgulhoso, vaidoso, vanglorioso e soberbo. Uns menos e outros mais. Em alguns, essas características são quase imperceptíveis, mas em outros, são explícitas e exageradas.
Até o mesmo o homem cristão e espiritual tem essas características enraizada em sua carne e presente em seu coração, contudo, luta dia e noite para mantê-las sujeitas ao espírito de Cristo que guia as suas palavras e atitudes.
Logo, o homem que tem o fruto da humildade não é por seu próprio mérito, por seus próprios esforços somente, mas o poder de Cristo em sua vida. Nenhuma glória deve ser atribuída somente ao homem por isso, mas a Deus, por Cristo, que dá o poder da transformação.
Dentre muitos exemplos de humildade nas Santas Escrituras, vamos meditar na humildade de Maria, a mãe de Jesus, a quem o SENHOR Deus não levou em consideração a sua condição social de pobreza ou qualquer outra questão das aparências.
A fala de Maria: "Pois atentou para a humildade da sua serva." (Lc 1.48), se deu quando visitava Isabel, mulher de Zacarias e futura mãe de João Batista, o precursor de Jesus Cristo.
As palavras de Maria, em tom de louvor, era porque o Todo-Poderoso havia enxergado ela, quando ninguém mais poderia fazer isso com graça e honra. Quem confiaria a uma jovem inexperiente, que nem casada era ainda, criada numa cidade violenta, prostituída e cheia de prostituição, esquecida pelas autoridades?
Ninguém dava lá muita importância a uma mulher. As mulheres eram vistas como servas dos homens (maridos) e se não fossem casadas, sobre elas podiam cair um olhar de desconfiança. Além de tudo, Maria era pobre e moradora de Nazaré (Lc 1.26), uma cidade de má reputação (João 1.46).
Mas, ao se deslocar até a região montanhosa da Judéia, muitos quilômetros ao sul, entrou na casa de Zacarias e encontrou sua esposa Isabel, que ao ouvir a saudação de Maria, o bebê João Batista, de seis meses, saltou em sua barriga e ela ficou cheia do Santo espírito de Deus.
Isabel, usada por Deus, honra a jovem Maria com palavras que não eram dela, dizendo: "Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre. E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?" (Lc 1.42-43).
Foi aí que "a ficha caiu" e Maria entendeu que a visita do anjo Gabriel era verdade, pois uma pessoa que nada sabia, foi ainda mais detalhista. Maria entendeu como o SENHOR Deus honra o simples, sem olhar para a sua aparência ou condição social.
Quantas mulheres santas e mais experientes que Maria não poderia ser mãe do Messias? Por que uma mãe de "primeira viagem", uma pessoa menos indicada para a mais nobre missão materna da Terra? Porque o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza!!!
Naquele momento Maria soube que, pra sempre, seria chamada de a mulher e mãe mais bem-aventurada do mundo, geração após geração seria lembrada por todos, porque foi lembrada pelo Deus misericordioso que não se esquece do simples e do humilde ser humano.
Mais uma vez o Senhor confirma a Sua Palavra. ELE sempre escolhe o pequeno para envergonhar o soberbo que se considera grande; escolhe o fraco para vencer o que se acha forte e as coisas loucas desse mundo para humilhar as que acham sábias.
O mesmo sentimento de Maria deve haver em cada um de nós, pois éramos todos condenados à morte. Fomos resgatados de um lugar pior que Nazaré – de um lamaçal de pecados. Nossas atitudes, reflexo de nosso caráter pecador, eram de fazer vergonha, mas o Senhor nos chamou e honrou como seus filhos,
O Senhor sempre escolherá os humildes. Hoje, mais do que nunca, o Senhor chamará e capacitará pessoas humildes de coração para realizar a Sua santa obra.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

