Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias e toda a malícia sejam tiradas dentre vós.
Deus deseja purificar o coração do crente de toda a raiz de amargura e das atitudes destrutivas que contaminam o caráter cristão, a comunhão da igreja e o testemunho diante do mundo.
O coração humano é como um jardim. Quando não é cuidado, logo se enche de ervas daninhas: amargura, ira, cólera, gritaria, blasfêmia e malícia. Paulo escreve aos efésios, crentes chamados à santidade, para exortá-los a arrancar essas ervas venenosas que sufocam o fruto do espírito.
Nosso tempo está repleto de corações feridos, ressentidos e explosivos. Mas o cristão é chamado a viver de modo diferente, a cultivar um coração limpo, livre de amargura e cheio de graça.
A amargura é a raiz invisível que contamina toda a vida espiritual e impede a graça de florescer. “Toda a amargura (...) sejam tiradas de entre vós.”
A palavra “amargura” vem do grego pikria, significando um veneno ácido, algo que corrói por dentro. É o ressentimento guardado, a dor não tratada, que resulta nesses atos de violência espiritual, explodindo de dentro para fora.
A amargura começa pequena: uma ofensa, uma decepção, mas cresce e envenena tudo. Hebreus 12:15 adverte: “Atentando diligentemente (...) para que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.”
Examine seu coração. Há ressentimentos não resolvidos? Enquanto a ferida não for levada a Cristo, ela se tornará veneno. Deus quer libertar você para perdoar e ser curado. Uma mulher guardou rancor do pai por anos. Quando finalmente o perdoou em oração, dormiu em paz pela primeira vez em décadas. O perdão é o remédio que cura quem decide perdoar.
As chamas do descontrole emocional: ira, cólera e gritaria são tóxicas à mente, fazendo a pessoa adoecer. O crente deve dominar suas emoções, permitindo que o espírito de Cristo substitua o fogo da ira pela mansidão dos céus.
O texto afirma: “(...) e ira, e cólera, e gritaria (...)”. Essas três palavras mostram uma progressão destrutiva: (1) A ira é o ressentimento interno; (2) A cólera é a explosão externa; (3) A gritaria é o resultado da ira incontrolada que se manifesta através da voz exaltada do orgulho ferido.
Tiago 1:20 declara: “Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus.” A ira humana não resolve, destrói. O espírito de Cristo nos chama a uma vida controlada, onde o domínio próprio é uma das virtudes da ação desse espírito de santidade (Gálatas 5:23).
Peça a Deus que governe suas reações. O cristão não deve ser guiado pelo impulso, mas pelo espírito de Cristo. Ponderar antes de responder e medir as consequências antes de escolher ou decidir, é se submeter à voz do espírito de Deus que orienta e capacita. Quem vence a própria ira vence o inimigo mais perigoso que existe.
O espírito do Deus santo deseja que o cristão viva de modo puro e santo, sem palavras corruptas nem intenções maliciosas. O texto continua: "(...) e blasfêmia, e toda malícia sejam tiradas de entre vós.” O termo "Blasfêmia” aqui significa fala ofensiva, palavras que ferem, difamam ou desonram. “Malícia” é a disposição interior de prejudicar ou pensar o mal do próximo.
Jesus disse: “A boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12:34). A língua é o termômetro da alma. Onde há malícia no coração, haverá veneno nos lábios. Mas onde há graça no coração, haverá bênção na fala.
Um ferreiro de alma rude encontrou Cristo. Alguém o provocou, esperando uma resposta áspera. Ele respondeu: “Antes eu cuspia fogo, agora falo de perdão.” A transformação da língua revela a transformação do coração. Quando o espírito de Cristo orienta a boca, é sinal de que já dominou o coração.
O texto de Efésios 4:31 é uma ordem de purificação espiritual. Deus não apenas quer limpar nossos pecados externos, mas curar as enfermidades internas: a amargura, a ira, a malícia.
O crente cheio do Espírito não carrega ressentimentos, mas reflete o caráter de Cristo.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

