Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento.
Um dos temas mais fáceis de ser entendido nas Santas Escrituras, é o estado do ser humano após a sua morte, pois os versos bíblicos que abordam esse assunto são claros e diretos, não cabendo conjecturas ou ponderações filosóficas e deduções humanas.
Por que então, há muitas instituições cristãs que defendem teorias de que o homem, depois da morte, continua vivo em lugar superior ou inferior, mesmo que parcialmente, e ainda velando ou intercedendo pelos seus familiares e amigos que permanecem vivos. Ou seja, a morte não existe, pois todo mundo está vivo.
Uma crença afirma que o homem bom, professo servo de Cristo, vai para glória e continua vivo, mas o que é mal e escolheu a desobediência vai para o inferno e também continua vivo, padecendo de grandes sofrimentos, por causa dos seus delitos.
Outra crença prega uma ideia velada, e também contraditória, como as demais teorias, de que o homem é indestrutível, como afirmou o diabo no Éden: "Certamente não morrereis!" (Gn 3.4), pois nem o fogo do inferno ou do purgatório são capazes de os consumir.
Tudo isso se dá, porque as igrejas deixaram a Palavra de Deus, ignorando os seus princípios de verdade e assimilou doutrinas pagãs ao se unir com o mundo e entrar em apostasia.
A Bíblia ensina como princípio imutável que o homem é formado de apenas duas coisas: Pó da terra mais o Fôlego de vida. A mesma Palavra diz que quando o homem, ou alma vivente, morrer, o pó volta à terra seu estado original de matéria-prima inanimada e o fôlego, ou espírito, volta para Deus, fonte original do espírito de vida. (Gn 2.7; Ec 12.7).
A objetividade e simplicidade bíblica em apresentar esse tema, em versos claros e objetivos, sem linguagem proféticas, alegóricas, sem analogias, é clara como a luz do sol ao meio dia.
O homem quando morre, naquele mesmo instante, todos os seus pensamentos, memórias, sentimentos, emoções e tudo o que se refere ao ser humano vivo e racional deixa de existir (Sl 146.4 e Ec 9.5-7).
Se o ser racional deixa de existir, como pode haver uma vida após a morte? Mesmo que desprovido de um corpo, deveria existir um espírito racional para que a vida pudesse continuar, mesmo que forma parcial, pois o espírito é a parte racional do ser vivo, mas a Bíblia descarta completamente essa possibilidade.
Outro gravíssimo equívoco, fruto de uma cegueira espiritual provocada pelo mesmo inimigo que disse: "Certamente não morrereis!", é criar um terrível ponto de contraposição a ressurreição, a doutrina que alicerça a fé na nova aliança, como ensinou Paulo (1Co 15.12-14).
Ora, se os santos morrem e vão para o céu, para glória, e já estão lá no céu, no reino de Deus, como ensinam a maioria dos professos cristãos, Jesus vem ressuscitar quais santos, se já estão todos nos céu? Pra que ressurreição? Esse ensino anula a mais bela doutrina da fé em Cristo. Só o inimigo tem interesse em anular tal verdade.
Outra incógnita, fruto dessa cegueira por falta de conhecimento bíblico (Os 4.6), é que ninguém desses professos crentes querem morrer para ir logo pro céu, para a verdadeira vida ao lado de Cristo.
A morte na Bíblia, como a própria palavra sugere, é deixar de existir como um todo e para sempre, sendo a ressurreição a única forma de voltar a existência, pelo poder de Deus, através de Cristo Jesus, que restaurará todas as coisas.
O Altíssimo é Deus de vivos e não de mortos. Aqueles que morrem não tem um Deus, pois suas memórias estão entregues ao esquecimento, o resto é mito grego infiltrado no seio da doutrina cristã. Despertemos do sono do engano doutrinário.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

