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Devocional

Estado De Inconsciência

Por Fábio Amaro

25 de julho de 2024

Estado De Inconsciência

Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento.

Um dos temas mais fáceis de ser entendido nas Santas Escrituras, é o estado do ser humano após a sua morte, pois os versos bíblicos que abordam esse assunto são claros e diretos, não cabendo conjecturas ou ponderações filosóficas e deduções humanas.

Por que então, há muitas instituições cristãs que defendem teorias de que o homem, depois da morte, continua vivo em lugar superior ou inferior, mesmo que parcialmente, e ainda velando ou intercedendo pelos seus familiares e amigos que permanecem vivos. Ou seja, a morte não existe, pois todo mundo está vivo.

Uma crença afirma que o homem bom, professo servo de Cristo, vai para glória e continua vivo, mas o que é mal e escolheu a desobediência vai para o inferno e também continua vivo, padecendo de grandes sofrimentos, por causa dos seus delitos.

Outra crença prega uma ideia velada, e também contraditória, como as demais teorias, de que o homem é indestrutível, como afirmou o diabo no Éden: "Certamente não morrereis!" (Gn 3.4), pois nem o fogo do inferno ou do purgatório são capazes de os consumir.

Tudo isso se dá, porque as igrejas deixaram a Palavra de Deus, ignorando os seus princípios de verdade e assimilou doutrinas pagãs ao se unir com o mundo e entrar em apostasia. 

A Bíblia ensina como princípio imutável que o homem é formado de apenas duas coisas: Pó da terra mais o Fôlego de vida. A mesma Palavra diz que quando o homem, ou alma vivente, morrer, o pó volta à terra seu estado original de matéria-prima inanimada e o fôlego, ou espírito, volta para Deus, fonte original do espírito de vida. (Gn 2.7; Ec 12.7).

A objetividade e simplicidade bíblica em apresentar esse tema, em versos claros e objetivos, sem linguagem proféticas, alegóricas, sem analogias, é clara como a luz do sol ao meio dia.

O homem quando morre, naquele mesmo instante, todos os seus pensamentos, memórias, sentimentos, emoções e tudo o que se refere ao ser humano vivo e racional deixa de existir (Sl 146.4 e Ec 9.5-7).

Se o ser racional deixa de existir, como pode haver uma vida após a morte? Mesmo que desprovido de um corpo, deveria existir um espírito racional para que a vida pudesse continuar, mesmo que forma parcial, pois o espírito é a parte racional do ser vivo, mas a Bíblia descarta completamente essa possibilidade.

Outro gravíssimo equívoco, fruto de uma cegueira espiritual provocada pelo mesmo inimigo que disse: "Certamente não morrereis!", é criar um terrível ponto de contraposição a ressurreição, a doutrina que alicerça a fé na nova aliança, como ensinou Paulo (1Co 15.12-14).

Ora, se os santos morrem e vão para o céu, para glória, e já estão lá no céu, no reino de Deus, como ensinam a maioria dos professos cristãos, Jesus vem ressuscitar quais santos, se já estão todos nos céu? Pra que ressurreição? Esse ensino anula a mais bela doutrina da fé em Cristo. Só o inimigo tem interesse em anular tal verdade.

Outra incógnita, fruto dessa cegueira por falta de conhecimento bíblico (Os 4.6), é que ninguém desses professos crentes querem morrer para ir logo pro céu, para a verdadeira vida ao lado de Cristo.

A morte na Bíblia, como a própria palavra sugere, é deixar de existir como um todo e para sempre, sendo a ressurreição a única forma de voltar a existência, pelo poder de Deus, através de Cristo Jesus, que restaurará todas as coisas.

O Altíssimo é Deus de vivos e não de mortos. Aqueles que morrem não tem um Deus, pois suas memórias estão entregues ao esquecimento, o resto é mito grego infiltrado no seio da doutrina cristã. Despertemos do sono do engano doutrinário.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.