Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
A palavra "fruto" na Bíblia, quando empregada no sentido figurado, geralmente é sinônimo de resultado e consequência das escolhas.
Quando se trata de fruto espiritual para a vida, do bem e da verdade, é preciso considerar que vem de Deus, a fonte original de todas as coisas espirituais que existem para promover a vida.
As Escrituras Sagradas, no Antigo Testamento, chamam Deus, o Pai, Yahweh, de o Deus dos espíritos (Nm 16.22 e 27.16). No Novo Testamento, dentro desse mesmo contexto espiritual, o Pai é chamado de o Deus de toda consolação (2Co 1.3) e de o Pai das luzes (Tg 1.17).
O apóstolo Paulo nos revela a colheita espiritual que todo servo que se permite trabalhar na obra do SENHOR deve ter, de todo coração e com todo o empenho que se espera nessa seara.
O fruto colhido e saboreado pelos trabalhadores espirituais de Deus, comandados e orientados por Jesus Cristo, o general desse exército de trabalhadores, é de ordem espiritual, assimilado na mente do homem, nas suas emoções e refletido diretamente no seu corpo físico, sentindo os restauradores benefícios da concessão divina.
Embora Paulo use a palavra "fruto" no singular, a diversidade dos seus sabores e a variedade das suas virtudes são no plural.
O fruto do espírito santo de Deus na vida do homem não pode ser confundido com dinheiro, prazeres, fama ou reconhecimentos políticos e sociais. O fruto do espírito de Deus não alimenta o homem para esta vida temporária deste mundo, mas para a vida eterna, embora desfrutemos dele aqui.
São muitas as instituições religiosas que se dizem igrejas cristãs e que têm deturpado o sentido verdadeiro e espiritual das palavras "fruto" e "bênção", sempre ligando-as a uma ideia de prosperidade financeira e material. Mas isso é um grande equívoco, fruto da corrupção humana.
Cometer esse gravíssimo erro, confundindo o dom espiritual com dinheiro ou coisas passageiras, é correr o risco de perder a vida eterna, entrando por um caminho de escuridão onde as pessoas, estando nas trevas, pensam estar na luz.
Ao confundir o fruto do espírito com coisas passageiras e supérfluas, que servem apenas para esta vida e para atender os prazeres carnais dos homens, é comparar as virtudes de Deus com as obras da carne e do pecado, trocando o bem pelo mal:
"Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais de antemão vos declaro, como também já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus." (Gl 5.19-21).
O fruto gerado pelo espírito de Deus no homem ocorre na mente, na consciência, onde se molda o caráter do ser humano. Por isso, Paulo cita nove (9) virtudes desenvolvidas a partir do espírito do homem:
(1) Amor, (2) Gozo, (3) Paz, (4) Longanimidade, (5) Benignidade, (6) Bondade, (7) Fé, (8) Mansidão, (9) Temperança. (Gl 5.22)
É possível perceber que, quando Paulo cita as duas últimas virtudes do fruto do espírito de Deus, ele não diz: "mansidão e temperança". Uma vírgula separa a penúltima da última virtude. Isso significa dizer que pode e deve haver mais virtudes, segundo a vontade de Deus.
Desfrutemos dos abundantes "frutos espirituais" que o Altíssimo nos oferece para a vida eterna.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

