Para lançar fora de diante de ti nações maiores e mais fortes do que tu, para te introduzir nelas e dar-te a sua terra em herança, como hoje se vê.
As conhecidas frases: "As aparências enganam" e "Não se julga um livro pela capa", fazem parte de um rico arcabouço dos ditados populares.
Às vezes as coisas são realmente como os nossos olhos estão enxergando, mas nem sempre isso é uma verdade absoluta. Tudo só é comprovado depois do aprofundamento, indo além das superficialidades das aparências indo além da capa e tendo acesso ao conteúdo.
O mundo sem sabedoria julga quase todas as coisas com base nas aparências. A beleza física é uma enorme vantagem quando comparada à capacitação e à qualificação profissional, por exemplo.
Não é diferente o que ocorre dentro das instituições religiosas cristãs. As igrejas estão cheias de líderes com boa aparência física e herdeiros de uma reputação social (coisa exterior) de prestígio diante da sociedade, mesmo que não tenham feito nada, apenas seus pais.
Isso também não é um mal dos tempos modernos somente, mas desde a antiguidade que esse tipo de espírito tem dominado as pessoas. O povo de Israel agiu muitas vezes influenciado pelas aparências e pecou.
Mesmo sendo testemunha ocular das grandes manifestações sobrenaturais do poder de Deus em sua vida, o povo, em sua maioria, não conseguia ter fé em Deus e recorrentemente cedia ao pecado e entrava em apostasia.
A falta de fé se tornava um problema gravíssimo, afetando a saúde emocional e física do povo. A mais terrível de todas as ameaças quando a fé desaparece é o medo.
O povo de Israel tinha muito medo das nações vizinhas, pois temia ser feito escravo, sendo oprimido por reis e governos rivais que tomam como tributo quase tudo o que produziam durante um ano todo de trabalho.
O medo se dava porque as nações vizinhas eram mais ricas e tinham tropas militares muito superiores em número do que o povo de Israel. O professo povo de Deus temia a aparência dos exércitos inimigos, pela quantidade e armamentos, que diante dos olhos eram maiores e superiores.
Para esse povo medroso, o Altíssimo prometia livramentos e recompensas constantemente, para os encorajar a confiar nELE.
Uma dessas promessas encontra-se no livro de Deuteronômio (4.38), quando o SENHOR afirma que as nações eram realmente mais fortes e poderosas, mas que com a Sua ajuda, não se defenderiam dos seus ataques, mas os venceriam.
Os inimigos mais poderosos, além de perder a guerra, também perderiam as suas ricas terras que seriam dadas ao povo de Israel que obedecesse aos santos mandamentos de Deus.
O poder de Deus só pode ser aperfeiçoado na fraqueza, senão, não teria chamado o babilônico Abrão, o escravo e indefeso José, o pesado de língua Moisés, o inculto e inexperiente Davi ou "estranho e antissocial" João Batista.
O verdadeiro povo de Deus que afirma crer na Sua Palavra deveria ficar animado quando se encontrar em desvantagem diante dos desafios e não morrer de medo com rumores divulgados por pessoas sem fé.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

