Que darei eu ao SENHOR por todos os benefícios que me tem feito?
Aristides de Sousa Mendes foi cônsul de Portugal na França. Quando as tropas de Hitler invadiram o país, Salazar, presidente português, ordenou que não se concedesse visto para quem tentasse fugir do nazismo.
Contrariando o ditador português, Aristides salvou cerca de dez mil (10.000) judeus da morte certa. Pagou bem caro pela sua atitude humanitária. Salazar destituiu-o do cargo e o fez viver na miséria até o fim da vida.
Diz um provérbio judeu que “quem salva uma vida salva a humanidade”.
Em sinal de gratidão, os judeus plantaram vinte (20) árvores no Memorial do Holocausto, em Jerusalém, em memória ao sacrifício de Aristides, além de ter recebido dos israelenses o título de “Justo entre as Nações”, o que equivale a uma canonização católica.
As Sagradas Escrituras diz: “Há maior felicidade em dar do que em receber”. (At 20.35).
O inspirado apóstolo Paulo, que proferiu essa frase acima, aprendeu com Jesus Cristo sobre nobreza de espírito daquele que escolhe dar ao invés de receber:
“Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo”. (Lc 6.38).
Muitas lições aprendemos quando nos disponibilizamos a DAR. Dar, significa que abrimos mão daquilo que ganhamos ou conquistamos. Dar, também significa perder aquilo que lhe pertence. Dar é um sacrifício, um verdadeiro ato de amor.
Todavia, quando RECEBEMOS, não temos tantas lições a serem assimiladas.
Aquele que foi capaz de DAR Seu único Filho para morrer em nosso lugar, DANDO-NOS a salvação, DEU tudo o que tinha. DEU o Seu melhor.
Davi ao compreender uma pequeníssima parte desse amor infinito, imensurável, se perguntou com o coração inundado de gratidão: “Que darei eu ao Senhor, por tudo o que me tem feito?”
O grande rei Davi, ao refletir, buscou a coisa mais valiosa para oferecer ao Senhor em gratidão por todos os benefícios que o Senhor havia lhe feito, mas não encontrou nada tão valioso que pudesse se aproximar do que o Senhor havia feito por ele.
E nem poderia, pois até mesmo o fôlego de vida em si, já pertencia ao Senhor. Talvez Davi oferece o seu coração (sua mente), que o Altíssimo nos pede?!
Mas para Davi, até isso estava impuro pelos seus pecados (Sl 51.10). O que dar, então? Como o inspirado Davi poderia demonstrar sua gratidão?
Davi então chegou a conclusão que não tinha nada, nenhum presente, para dar ao Eterno Deus, à altura de tantas dádivas, fruto de um caráter bom e amoroso. Então concluiu que deveria fazer o mínimo que o Altíssimo pedia: “Pagar os votos que havia feito ao Senhor”. (Sl 116.14 e 18).
Nem Davi e nem cada um de nós pode pagar as dádivas do Senhor em nossas vidas, pois são gratuitas. Deus, por Sua graça nos presenteia com Suas ricas bênçãos, diariamente, e tudo isso sem esperar nada em troca, pois não teríamos como pagar esses benefícios.
Aprendamos com o nosso Pai celeste e com Seu Filho Jesus Cristo, a darmos sem esperar nada em troca, mas fazer por amor.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

