Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Se isto é maravilhoso aos olhos do restante deste povo naqueles dias, será também maravilhoso aos meus olhos? diz o SENHOR dos Exércitos.
Porventura pode haver algo impossível para Deus?
Essa pergunta foi dirigida ao patriarca Abraão, quando lhe foi anunciado que ele teria um filho, apesar da sua idade avançada, bem como a da sua esposa Sara.
A resposta direta e objetiva para essa pergunta é encontrada nos livros dos evangelhos de Lucas e Mateus:
"Pois nada é impossível para Deus". (Lc 1.37).
"Jesus olhou para eles e respondeu: 'Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis'." (Mt 19.26).
Essas perguntas e respostas foram feitas e dadas entre dois e quatro mil anos atrás. Todavia, essa mesma pergunta é feita a um povo no tempo do fim, chamado de "o remanescente", a quem o SENHOR concederá uma grande dádiva.
O Altíssimo usou o profeta Zacarias para nos transmitir essa mensagem de encorajamento e ânimo, que com certeza será de suma importância para aqueles que terão sua fé testada no fim.
O SENHOR usa a linguagem tipológica para transmitir ao Seu povo uma mensagem profética. Para isso, usa o Monte Sião e a cidade de Jerusalém como tipos do Seu reino eterno para transmitir uma mensagem de esperança e salvação.
ELE transmite essa mensagem em uma época em que o Seu professo povo estava experimentando a opressão dos caldeus em pleno cativeiro babilônico. Para o povo judeu, sem esperança, era inimaginável retornar a Jerusalém e experimentar a alegria das reuniões das festas sagradas, nesse contexto representado por Sião.
Aquilo que era impossível para um povo sem esperança não era para o Todo-Poderoso, por isso ELE faz a pergunta: "Será impossível para Mim?".
Falando de coisas perfeitas e eternas, usando tipos conhecidos pelo pobre povo judeu, o SENHOR diz que o povo em cativeiro "voltaria a habitar em Jerusalém"; que ela seria considerada a "cidade da verdade"; que o Monte Sião seria chamado "Monte Sagrado". (Zc 8.3)
Além disso, o Altíssimo também promete que: "Homens e mulheres de idade avançada voltarão a sentar-se nas praças de Jerusalém, cada um com sua bengala, por causa da idade." (Zc 8.4), e que: "As ruas da cidade ficarão cheias de meninos e meninas brincando". (Zc 8.5).
Obviamente, essa linguagem não se aplicava ao povo cativo quando Zacarias lhe transmitiu, em 520 a.C., depois das invasões babilônicas a Jerusalém de 605 a.C, quando levou o primeiro grupo de deportados; 597 a.C., o segundo grupo com dez mil, aproximadamente, e a última, em 586 a.C. quando devastou a cidade e o Templo de Salomão.
Apesar do retorno de parte dos cativos começar em 538 a.C., com o decreto de Ciro, os muros começaram a ser construídos por volta de 445 a.C., sob a supervisão de Neemias, 93 anos depois dos primeiros enviados a Jerusalém.
As ruas e as praças, por último, seriam concluídas tempos depois, por ordem de prioridades. Logo, os velhos de bengala a que o texto se refere não podem ser entendidos de forma literal, mas como uma alusão a um lugar de paz perene e sem ameaças. Ou seja, uma referência à Jerusalém eterna, a única em que a verdade será plena e perfeita.
Idosos de bengala é uma referência à vida eterna, como a linguagem usada em Isaías 65.20, falando da vida eterna para mentes servís e limitadas, diz que lá na Nova Terra e no Novo Céu, as crianças novinhas morreriam com cem anos, onde não há morte (Ap 21.4).
Para o povo do tempo do fim a mensagem é: "Mesmo que para a maioria pareça impossível a salvação descrita na Bíblia, acredite e viva essa fé, pois para Deus nada é impossível".
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

