Pelo que Davi louvou ao SENHOR perante a congregação toda, e disse: Bendito és tu, SENHOR Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade.
Todo aquele que reconhece a soberania e a bondade de Deus é levado a uma adoração espontânea, sincera e rendida, fruto de um coração grato e generoso.
O contexto desta passagem é de profunda beleza espiritual. Davi, já idoso, prepara tudo para a construção do templo. Ele reúne o povo e entrega as suas riquezas para a casa de Deus.
Em meio à generosidade do rei e do povo, brota um cântico de louvor. O texto nos mostra que o verdadeiro louvor nasce de um coração que reconhece que tudo vem de Deus e tudo é para Deus.
Davi não louva por obrigação, mas por compreensão; ele entende quem Deus é.
Conta-se que um fazendeiro, ao ofertar parte de sua colheita, disse: “Não dou para Deus o que é meu, devolvo a Ele o que é d’Ele.” Assim é o louvor de Davi: ele devolve a glória ao seu verdadeiro Dono.
O louvor a Deus nasce do reconhecimento da Sua grandeza. Quando reconhecemos quem Deus é, nosso louvor e adoração se tornam espontâneos e reverentes.
Davi reconhece a eternidade de Deus, expressando com isso a Sua grandeza: “(...) de eternidade em eternidade.” Ele reconhece a eternidade pretérita e futura. Deus sempre existiu e sempre existirá.
Davi exalta o SENHOR como aquele que não tem princípio nem fim. Ele compreende que o Deus que o levantou do pastoreio é o mesmo que reina para sempre. O louvor verdadeiro nasce da consciência de que Deus é eterno e imutável. ELE está acima do tempo, das circunstâncias e das estações da vida.
Quando as situações mudam, o crente deve lembrar que o seu Deus continua o mesmo. O louvor ou a adoração, ou ambos, não dependem do momento, mas da natureza imutável de Deus. Quem contempla a eternidade de Deus não se abala com as mudanças do tempo.
Davi também reconhece a soberania de Deus. Ele diz: “(...) Bendito és tu, Senhor Deus de Israel, nosso pai (...)” (v.10). Davi chama Deus de “nosso Pai”, reconhecendo-o como fonte de toda autoridade e provisão. Deus reina soberano, mas também se relaciona com seu povo. ELE é o SENHOR das nações e o Pai dos que o temem.
Se Deus é teu Pai e teu Rei, tua adoração não pode ser superficial. Louvar é se render totalmente à Sua vontade. Um servo fiel, ao ouvir a voz do rei, se curva; o filho amado, ao ouvir a voz do pai, sorri. Assim é a relação do adorador com Deus. A soberania de Deus não oprime o coração; ela o liberta para adorar.
Davi ainda reconhece a bondade de Deus, dizendo: “(...) Bendito és tu (...)” (v.10). O termo “bendito” indica “bem falado”. Davi fala bem do SENHOR, reconhecendo Suas boas obras. O louvor de Davi é a resposta à bondade divina. Ele havia experimentado livramentos, vitórias e misericórdias.
“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.” (Salmos 103.2). Um coração que esquece os favores de Deus é como um rio que se esquece da nascente. O louvor é a memória viva da bondade de Deus.
A generosidade abre espaço para o louvor sincero, pois quem dá reconhece que tudo vem de Deus. Depois de entregar o seu melhor das coisas materiais para Deus, Davi também entrega o seu melhor do fundo do seu coração. Antes de louvar, Davi dá. Ele separa do seu tesouro particular ouro e prata em abundância para a casa do SENHOR.
A generosidade precede a adoração verdadeira. O coração que se desprende das riquezas se prende mais firmemente a Deus. Quando damos o melhor ao SENHOR: tempo, dons ou recursos, nosso louvor e adoração ganham autenticidade. O louvor vazio é barulho; o louvor e a adoração generosa são melodia celestial.
Davi não deseja louvar e adorar sozinho, mas motiva o povo a participar também. O contexto diz: “E todo o povo se alegrou (...)” (v.9). O louvor e a adoração de Davi são contagiantes. Ele não apenas louva, mas inspira os outros a fazerem o mesmo. O verdadeiro adorador não guarda o louvor para si; ele o multiplica.
O louvor de Davi em 1 Crônicas 29.10 é o eco de uma vida inteira de relacionamento com Deus. Ele louva porque reconhece a eternidade, a soberania e a bondade do SENHOR. Louva com generosidade e louva com maturidade.
Adore a Deus com o que você é, com o que você tem e com o que você faz. Entregue tudo a ELE e diga como Davi: “Bendito és tu, Senhor Deus de Israel, nosso Pai, de eternidade em eternidade!”
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

