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Devocional

Mediador E Luz

Por Fábio Amaro

03 de março de 2025

Mediador E Luz

Eu, o SENHOR, te chamei em justiça, e te tomei pela mão, e te guardarei, e te darei por concerto do povo e para luz dos gentios.

São muitas as profecias messiânicas encontradas nas páginas das Escrituras Sagradas do Antigo Testamento, em especial no livro do profeta Isaías.

Conhecido pela tradição religiosa como o profeta messiânico, Isaías nos apresenta aquele que seria ungido por Deus para cumprir a mais importante de todas as obras do plano da redenção.

Em uma dessas profecias, encontrada na passagem bíblica de Isaías 42.6, é descrita a forma como Deus, o Pai, O chamaria, conduziria e guardaria do maligno durante toda a Sua jornada entre os Seus semelhantes. 

Chamar, conduzir e guardar o Messias para uma obra santa, reservada e específica, não significa que o Altíssimo praticou a acepção de pessoas, privilegiando o Cristo, a quem chamou de "Meu  Filho amado" (Mt 3.17 e 17.5), mas através dEle um propósito maior foi estabelecido.

Jesus, o Cristo, o Messias, o Ungido, foi o primeiro a ser ungido daquela forma, para que nEle se cumprisse toda a primazia (Cl 1.18). Sendo Jesus o primeiro em tudo, seria também o nosso exemplo e padrão de justiça a ser imitado. Esse era o propósito muito maior por trás da unção de Jesus, pois, através dEle, os Seus discípulos também foram ungidos no pentecostes (At 2).

Em Jesus Cristo, e por meio dEle, todos nós podemos ser ungidos também, assim como foram os santos apóstolos, passando a sermos chamados, conduzidos e guardados pelo poder de Deus contra todas as hostes malignas.

Deus, o Pai, nos chamou através de Cristo, para vivermos em retidão, nos ajudando com força espiritual ao nos conduzir como um pai que segura a mão de um filho, guardando-o de todos os perigos em redor.

Voltando ao texto, a parte final do verso afirma que Deus, o Pai, faria do Seu Ungido duas coisas: Mediador e Luz.

Para o Seu professo povo hebreu/judeu, os religiosos que tinham conhecimento da lei do SENHOR, o Messias seria um Mediador, mas para os povos leigos, chamados de gentios, o Messias seria como uma luz para iluminar os seus caminhos e conduzi-los a Deus, chamando, cuidando e guardando, sem fazer acepção de pessoas.

Jesus Cristo é nosso Mediador, o único meio de chegarmos ao Pai (Jo 14.6), o único Deus (Jo 17.3). Todavia, quando nos unimos a Cristo no ministério da reconciliação, confiado aos santos (homens convertidos de todas as nações), também somos conscientizados espiritualmente a intercedermos uns pelos outros, colaborando com o grande Mediador.

Da mesma forma que Jesus é a Luz do Mundo (Jo 8.12), comissionou os Seus discípulos e a todos os Seus servos, chamados ao longo dos séculos, a também serem como luzes a resplandecer a verdade gloriosa de Deus (Mt 5.14).

Desta forma, o propósito de Deus, o Pai de amor, nunca foi exaltar, honrar e glorificar apenas o Seu Filho, mas todos os Seus filhos, redimidos através do Seu Unigênito e transformados através do Seu Primogênito.

Em Cristo, Deus, o Pai, chama, cuida e guarda os Seus filhos redimidos por Sua graça, mediante a fé, imputando-lhes Sua justiça e tornando-os participantes da obra de mediação e de iluminação do mundo com a verdade do santo evangelho.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.