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Devocional

Não A Fake News

Por Fábio Amaro

18 de setembro de 2025

Não A Fake News

Não admitirás notícia falsa, e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha injusta.

O crente é chamado a viver como testemunha da verdade, rejeitando a mentira, o falso testemunho e qualquer cumplicidade com a injustiça.

Como podemos ser fiéis à verdade em um mundo repleto de falsidades, enganos e mentiras?

O texto de Êxodo 23.1 nos apresenta três princípios fundamentais para vivermos como povo da verdade: (1) não admitir o boato (fofoca), (2) não se associar com os ímpios para mentir e (3) não proferir falso testemunho.

O discípulo de Cristo deve afastar-se totalmente da mentira. Quem pertence a Deus não pode ser instrumento de boatos ou falsidade.

A mentira destrói vidas. “Não admitirás falso boato (...)” é o mandamento do SENHOR, simples de entender, mas que traz resultados práticos de bênçãos na vida de quem obedece.

Um boato pode arruinar famílias, ministérios e reputações (Tiago 3:6). Antes de compartilhar algo, pergunte: “Isto é verdade? Isto edifica?” "Isto é necessário?"

Um travesseiro de penas rasgado ao vento não permite recolher cada pena; assim é a fofoca lançada. Quem espalha mentiras se torna cúmplice do diabo, o pai da mentira.

O objetivo de toda mentira é atingir o caráter de Deus. O Altíssimo é a verdade (João 14:6; Tito 1:2). Quando mentimos, negamos a natureza do Deus que servimos. Se queremos refletir Cristo, nossas palavras devem ser luz, não sombra. Toda mentira é uma afronta contra o Deus da verdade.

A mentira é a grande arma do diabo para destruir a comunhão. O falso boato gera divisão (Provérbios 16:28). Onde há fofoca, não há unidade verdadeira. Cuidado para não ser canal de intriga no lar, na igreja ou no trabalho. Uma pequena rachadura pode destruir uma represa inteira; assim é a língua mal usada. A mentira é o veneno que mata a comunhão.

O discípulo de Cristo deve rejeitar qualquer tipo de associação com o ímpio e a impiedade. O povo de Deus não pode se associar com a injustiça, nem apoiar obras das trevas. A cumplicidade fortalece o mal “(...) não porás a tua mão com o ímpio (...)”. Apoiar o ímpio é cooperar com suas obras (Salmo 1:1). Se alguém segura a escada para um ladrão, ainda que não roube, é cúmplice do roubo. O silêncio diante do mal é uma forma de apoio ao mal.

A cumplicidade com a impiedade compromete o testemunho cristão. Paulo exorta: “Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos” (2 Coríntios 6:14). A associação errada compromete nossa identidade como filhos da luz. Avalie suas alianças, negócios e amizades: glorificam a Cristo ou mancham seu testemunho?

A roupa branca que cai na lama não deixa a lama mais limpa; é a roupa que se suja. O cristão não pode apertar a mão (fechar negócio) do ímpio sem manchar suas próprias mãos. A cumplicidade com o mal atrai juízo divino. Isaías 5:20 alerta contra chamar o mal de bem.

O servo de Cristo deve ser testemunha da verdade. Se o mundo é marcado pela falsidade, o crente é chamado a ser porta-voz da verdade. A verdade liberta. Jesus disse: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). Ser testemunha da verdade é trazer libertação, não opressão.

A verdade glorifica a Deus. “Portanto, deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo” (Efésios 4:25). Ser testemunha da verdade é dar glória a Deus com a boca e a vida. O mundo precisa ouvir a verdade de Cristo em seus lábios e vê-la em suas atitudes. Quem fala a verdade exalta o Rei da Verdade.

A igreja deve ser a “coluna e firmeza da verdade” (1 Timóteo 3:15). A verdade sustenta a comunhão do povo de Deus. Uma comunidade forte não se constrói sobre rumores, mas sobre a Palavra verdadeira. Assim como a luz dissipa a escuridão, a verdade dissipa a mentira e traz vida.

Êxodo 23:1 nos desafia a uma vida de integridade: rejeitando a mentira, recusando cumplicidade com o mal e vivendo como testemunhas da verdade.

O cristão não pode ser eco da mentira, mas trombeta da verdade.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.