Porque o dia do SENHOR está perto sobre todas as nações; como tu fizeste, assim se fará contigo; o teu feito tornará sobre a tua cabeça.
O tema juízo, referindo-se a julgamento, não tem sido muito apreciado pelas denominações cristãs do presente século.
Isso se dá devido à onda alienadora de autoajuda que varreu o planeta na virada do século XX para o XXI. Um verdadeiro tsunami que influenciou líderes religiosos e pregadores oportunistas que se transformaram em coaches e animadores de auditórios.
Esses homens acostumaram as pessoas a ouvirem apenas palavras agradáveis, através de falsas promessas, ilusões e utopias, deixando-as com os ouvidos sensíveis demais para ouvir as palavras de admoestações e exortações da parte do SENHOR.
Sem perceber, as pessoas passaram a escolher parcialmente a Palavra de Deus. Não aceitam o Todo-Poderoso por completo, mas escolhem o que querem ouvir da Sua parte.
Parece que o homem destronou o Altíssimo e decidiu que ele mesmo seria o legislador do mundo, pois passou a escolher o que ouvir, dizer e, por consequência natural, guardar. Isso é o que acontece quando o ser humano é quem escolhe que tipo de mensagem é boa ou má para a sua vida, como se fosse conhecedor de como é o Deus onisciente.
O livro do profeta Obadias, pouco estudado, nos traz uma mensagem de juízo para os ímpios, chamados aqui de gentios, pelo fato de não buscarem o conhecimento do único Deus verdadeiro, ensinado pelos filhos de Israel.
Esse juízo, com tom de condenação, mas soando como uma advertência e não como uma ameaça, era a mensagem que os verdadeiros filhos de Israel, os espirituais, deveriam levar ao mundo, despertando para um provável arrependimento.
Na mensagem dirigida aos gentios e a todos os homens do planeta, servindo tanto para os religiosos quanto para os leigos, é trazido à tona um princípio de justiça, muitas vezes citado por toda a Bíblia, desde os escritos de Moisés e por outros inúmeros profetas.
O princípio da retribuição: se colhe o que se planta. O homem deve receber aquilo que deu ou emprestou. Se alguém entrega violência, só receberá violência, mas se distribui gentileza, com certeza receberá gentileza.
Isso é tão óbvio que nem precisa estar escrito em algum lugar, pois está em nossos desejos e necessidades mais profundas. O que eu quero que façam comigo ou por mim, devo fazer o mesmo pelo meu próximo. Essa é a regra áurea da justiça para com os semelhantes.
O Senhor Jesus ensina isso para uma multidão de pessoas simples e carentes de conhecimento básico sobre a vontade de Deus, não vista nas atitudes e exemplos dos líderes religiosos daquela época:
"Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos tornarão a medir." (Mt 7.1-2).
Os gentios que não temiam ao SENHOR, bem como os religiosos do professo povo de Deus, que ao invés de anunciar os juízos que vinham direto da boca do Deus Altíssimo, na íntegra, escolhiam fazer juízo com sua própria justiça, seriam julgados com o mesmo rigor.
O que a Palavra de Deus nos recomenda não fazer é julgarmos as pessoas segundo as nossas limitações, segundo a nossa pouca capacidade de analisar e enxergar as coisas espirituais com olhar de justiça que só Deus tem, mas nos recomenda a proclamar os juízos de Deus, sem cortes ou receios.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

