Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus.
É racionalmente aceitável que qualquer cristão se questione: "Por que Deus pediu que o Seu povo fizesse sacrifícios dedicados a ELE?"
Os sacrifícios realizados antes de Jesus Cristo, consistiam na morte literal de animais escolhidos para tais cerimônias sagradas, onde o sangue dessas criaturas era derramado como prova física do fim da vida para elas.
Depois de Cristo, as Escrituras Sagradas continuam a nos pedir sacrifícios, só que no âmbito espiritual, como é explicado pelo apóstolo Paulo em sua carta à igreja de Cristo em Roma:
"Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês." (Rm 12.1).
Antes de Cristo, os sacrifícios eram de criaturas exteriores ao homem; depois de Cristo, na Nova Aliança, o homem interior, espiritual, passou a ser o sacrifício exigido pela justiça de Deus.
A grande exigência da justiça para com o pecador carente de redenção, pela expiação, é o sacrifício de uma vida sem culpa em lugar da culpada, para que seja declarado "sem culpa".
Isso serve tanto para os sacrifícios físicos e literais realizados no Antigo Testamento, quanto para os sacrifícios espirituais no Novo Testamento, na Nova Aliança. Sem um sacrifício remidor, não pode haver a remissão do pecador.
A necessidade de um sacrifício por cada pecador está explicada, mas por que as Escrituras Sagradas afirmam que o Todo-Poderoso "ofereceu um sacrifício para propiciação do pecado do homem"?
Se não há ninguém acima dELE, ofereceu para quem? Deus ofereceu "o" sacrifício dos sacrifícios. ELE deu o Seu Filho, como se fosse o Cordeiro dos cordeiros, para o homem. Deus, o grande Criador, ofereceu o maior de todos os sacrifícios para a menor das criaturas racionais, o homem pecador.
Você já havia parado para refletir nisso? Muitos não dedicam tempo a essa verdade, porque ela mexe com muitas tradições religiosas fundadas em falsas doutrinas que desfiguram as pessoas de Deus e de Jesus, diminuindo Sua justiça, obra e amor.
Deus propiciou a justificação, para a salvação, do povo do Antigo Testamento através de sacrifícios de animais, que tinham um sentido tipológico, inferior, apontando para um sacrifício espiritual, superior. O homem de fé deveria sacrificar o velho homem nele mesmo, para que a nova criatura espiritual em Cristo, o Cordeiro de Deus, pudesse surgir.
O sacrifício vivo do homem carnal, para o novo nascimento de uma nova criatura espiritual, é o grande sacrifício esperado por Deus, por Cristo e pelos apóstolos. Foi por isso que Jesus Cristo morreu por nós. Ele espera esse sacrifício de cada um de nós.
Todos os que viveram antes de Cristo, sem o devido conhecimento espiritual revelado na clareza dos ensinos dos apóstolos, fazendo sacrifícios literais de animais, tirando a vida das criaturas de um Deus que odeia a morte, foram tolerados ao fazer isso pela fé.
Eles não precisavam entender, mas obedecer a Deus por fé. É por isso que Paulo ensina que Deus ofereceu Seu Filho em sacrifício para propiciação, mediante a fé, pelo sangue de Cristo. Assim, ELE demonstrou a Sua justiça.
O sangue literal do cordeiro, animal, que apontava para o sangue de Cristo, o Cordeiro de Deus, era um tipo do espírito santo de Deus que seria dado por Cristo aos homens. O sangue da Nova Aliança é a vida no espírito. (Lc 22.20 e 1Co 11.25).
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

