Voltar para a lista

Devocional

Oportunidades Mil

Por Fábio Amaro

23 de maio de 2025

Oportunidades Mil

Porque sempre tendes convosco os pobres, mas a mim nem sempre me tendes.

A caridade é um dos braços espirituais mais fortes dos verdadeiros cristãos. 

Todo homem que conheceu a Jesus e nele habita o espírito de Cristo, fruto de uma entrega e conversão verdadeira, se transforma em uma pessoa benevolente.

Isso ocorre devido à compreensão profunda do sacrifício feito pelo Filho de Deus em nosso favor, entregando o que lhe era mais precioso e pensando somente no próximo, esquecendo-se completamente de Si mesmo, ao ponto de entregar Sua vida, Sua existência.

Uma compreensão ainda mais profunda é assimilada, após conhecer a Cristo, é entender a magnitude do sacrifício feito por Deus, o Pai, que deu o que tinha de mais precioso.

O amor ao próximo é algo tão envolvente e tocante que tem levado muitos cristãos sinceros a se envolverem tanto na obra da caridade, levando ajuda humanitária aonde se precisa, a ponto de passarem a acreditar que a salvação é pelas obras, quando, na verdade, é pela graça, mediante a fé.

Para encontrarmos o perfeito equilíbrio entre essas questões que se somam na sã doutrina, busquemos a compreensão desse assunto em um evento envolvendo o próprio Cristo.

Jesus estava em um jantar com os Seus discípulos quando uma mulher entrou com um vaso de alabastro cheio de nardo puro, raro e caríssimo, derramando esse óleo perfumado nos pés do seu Salvador.

A cena não agradou ao discípulo Judas Iscariotes, pois lhe pareceu extravagante e um desperdício, reprovando a atitude de sacrifício daquela serva, afirmando que aquela especiaria poderia ser vendida por muito dinheiro para ajudar os pobres.

O texto bíblico afirma que Judas não se preocupava verdadeiramente com os menos afortunados, mas dizia aquilo porque era um ladrão, pois estava acostumado a meter a mão na bolsa do dinheiro que era destinado aos mantimentos do grupo de discípulos e de Jesus.

Jesus interrompe o equivocado discípulo e exclama que aquela atitude de sacrifício era louvável e que enquanto houvesse evangelho sendo anunciado pelo mundo, as pessoas mencionariam tamanho ato de fé, pois aquilo era único e memorável, não deveria ser reprovável.

Aquela mulher só teria aquela oportunidade de realizar tal bondade para com a pessoa de Jesus, mas oportunidades para ajudar os pobres nunca faltariam, pois, enquanto houver mundo e homens pecadores habitando nele, haverá pobres em abundância.

Ao ensinar essa verdade, Jesus não estava diminuindo a importância de ajudar as pessoas carentes, mas revelando a todos os presentes que buscar em primeiro lugar o reino de Deus e, por ele, fazer os maiores sacrifícios, empregando nossos maiores tesouros, é a prioridade máxima.

Todos os recursos empregados em prol do reino de Deus, que promovam o nosso crescimento espiritual, testemunhando dessa fé através de sacrifícios espirituais que motivem outras pessoas a se desapegarem das coisas materiais deste mundo, são sábios e agradáveis a Deus.

A maior parte do tempo que temos de vida é rodeada de pessoas que carecem de ajuda. Oportunidades para ajudar familiares, parentes e amigos nunca faltarão, mas gestos de fé para com Deus e com Cristo, que são poucos, não podem ser desperdiçados.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.