E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve.
Vivemos dias em que muitas pessoas perderam a confiança na oração. Alguns oram sem expectativa, outros oram apenas por obrigação religiosa, e muitos já desistiram porque acham que Deus não responde. Entretanto, o apóstolo João nos apresenta uma das maiores verdades da vida cristã: o crente pode ter confiança diante de Deus.
Não se trata de confiança em si mesmo, na força das palavras ou em méritos pessoais. A confiança está em Deus, Pai misericordioso e cheio de graça, na certeza de que ELE ouve aqueles que oram segundo Sua vontade.
João escreve para crentes perseguidos, enfrentando dificuldades e lutas espirituais. Mesmo assim, ele afirma: “Esta é a confiança que temos nele (…)”. A oração verdadeira não é um monólogo vazio; é um encontro vivo entre o Pai celestial e Seus filhos.
A verdadeira oração nasce da confiança absoluta de que Deus ouve e responde àqueles que se alinham à Sua vontade. O que este texto nos ensina sobre a confiança na oração?
O crente pode se aproximar de Deus com confiança? O texto diz: “E esta é a confiança que temos nele”. A oração eficaz começa quando o coração aprende a descansar plenamente no caráter de Deus. Nossa confiança deve estar baseada em quem Deus é e não em quem eu sou. João não fala de confiança nas circunstâncias, mas “n’ELE”. A segurança da oração está no caráter imutável de Deus. ELE é fiel, poderoso e verdadeiro. Em Números 23.19, diz: “Deus não é homem, para que minta (...)”.
As circunstâncias mudam, os sentimentos oscilam, mas Deus permanece fiel. Uma âncora mantém o navio firme porque está presa em algo sólido. Nossa confiança está firmada em Deus. Quem conhece o caráter de Deus nunca ora sem esperança.
Nossa confiança é certa porque foi testada e comprovada em Cristo. O acesso ao Pai acontece por meio de Jesus. Antes havia separação pelo pecado, mas Cristo abriu o caminho. Em Hebreus 4.16, lemos: “Cheguemo-nos, pois, com confiança ao trono da graça (...)”. O crente não precisa viver intimidado diante de Deus; pode se aproximar com liberdade espiritual. O véu do templo rasgado simboliza um caminho aberto para a presença de Deus. O sangue de Cristo transformou pecadores distantes em filhos com livre acesso ao Pai.
Nossa confiança cresce por meio da comunhão. João fala de uma confiança contínua e crescente, fruto de um relacionamento espiritual. Quanto mais o crente anda com Deus, mais aprende a confiar n’ELE. Em Salmos 9.10, lemos: “Os que conhecem o teu nome confiarão em ti.” A intimidade espiritual fortalece a vida de oração. Uma criança segura a mão do pai sem medo porque conhece seu protetor. A intimidade com Deus transforma medo em confiança.
Daniel entrou na cova dos leões com paz no coração porque sua confiança não estava na situação, mas no Deus que governa todas as coisas.
A oração precisa estar alinhada à vontade de Deus. O texto diz: “Se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade”. A oração poderosa não tenta convencer Deus a fazer nossa vontade, mas busca alinhar nosso coração à vontade d’ELE. A vontade de Deus é perfeita. João coloca uma condição para a oração ser atendida: “segundo a sua vontade”. Deus responde conforme Sua sabedoria perfeita. Em Romanos 12.2, diz: “Boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Nem sempre o que queremos é o que precisamos. Deus não responde apenas aos desejos humanos; responde ao propósito eterno.
A oração deve nascer de um coração rendido à verdade. Orar segundo a vontade de Deus exige submissão. Jesus ensinou: “Seja feita a tua vontade (...)” (Mateus 6:10). O verdadeiro crente não usa a oração para controlar Deus, mas para se render a ELE. Jesus, no Getsêmani, pediu: “Todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres”. (Mateus 26:39). A maior oração não é “faça a minha vontade”, mas “cumpre o teu propósito em mim.”
A vontade de Deus sempre produz o melhor para nós. Mesmo quando não entendemos, Deus continua agindo perfeitamente. O Pai vê o que nós não conseguimos enxergar. Em Romanos 8.28, diz: “Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem (...)”. Às vezes Deus diz “sim”, outras vezes “espere”, e em algumas situações ELE diz “não” para nos proteger. José sofreu anos no Egito sem entender, mas depois descobriu que Deus estava construindo algo maior. O que hoje parece demora pode ser preparação divina.
Um agricultor sabe exatamente o tempo certo da colheita. Colher antes estraga o fruto; colher no tempo certo produz abundância. Deus trabalha assim conosco.
1 João 5:14 nos ensina que podemos nos aproximar de Deus com confiança. Devemos orar segundo a Sua vontade e que Deus continua ouvindo os Seus filhos.
A oração não é perda de tempo. A oração move o coração de Deus e transforma o coração do homem.
Sua confiança em Deus continua firme? Você tem buscado a vontade do Senhor em oração? Existe alguma resposta que você está esperando? Você ainda acredita que Deus ouve a sua voz? Hoje, o Senhor continua atento ao clamor sincero de Seus filhos.
Quem aprende a confiar na vontade de Deus descobre que nenhuma oração feita com fé é inútil.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

