Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis, para que o vosso gozo se cumpra.
O mundo capitalista e consumidor tem estimulado as pessoas a querer sempre mais. Pedir é uma forma de saciar a sede de possuir sempre mais. O problema é que o mundo não sabe pedir o que é certo e, quase sempre, nos lugares errados.
Enquanto isso, Jesus, diante dos Seus discípulos entristecidos, abre uma porta gloriosa e negligenciada por eles: pedir em Seu nome.
Ele não apenas ensina a orar, pedindo, mas ordena. Ele não apenas ordena, também promete. Ele não apenas promete, mas garante alegria completa, como resultado do se dispor em pedir.
João 16.24 é uma convocação celestial para abandonar o espírito equivocado da autossuficiência, romper com a incredulidade e entrar pela porta gloriosa da oração em nome de Jesus, recebendo aquilo que só Deus pode dar.
A oração feita em nome de Jesus é o meio garantidor para recebermos o que Deus prometeu e experimentarmos alegria plena. Jesus ordena a oração como caminho de comunhão e dependência e exige que ela seja feita em Seu nome, porque os Seus discípulos estavam negligenciando. O texto diz: “Até agora nada pedistes em meu nome (...)”.
Jesus revela que os discípulos ainda não haviam feito nenhum pedido em Seu nome, embora estivessem pessoalmente com Ele. Eles oravam, mas não com base na autoridade de Cristo crucificado e ressuscitado. Muitos hoje fazem o mesmo: oram, mas não fundamentados em Cristo. Orar sem base no nome de Jesus é falar sem autoridade.
Jesus não aconselha, Ele dá mandamento: "pedi!" A oração não é opcional na vida cristã, é prática condicional para a santidade e consagração. Ela é ordem direta de Cristo (Mt 7.7).
A condição é orar em nome de Jesus. Orar em nome de Jesus não é fórmula verbal, é fundamento espiritual. É orar alinhado à Sua vontade, ao Seu caráter e ao Seu propósito (1Jo 5.14).
É acessar o Pai pela mediação do Filho.
Ore buscando o que Cristo quer, não o que sua carne deseja. Suas orações refletem sua vontade ou a vontade de Cristo? Orar em nome de Jesus é apresentar uma petição assinada pelo próprio Cristo. O poder da oração não está em quem pede, mas em Quem autoriza.
A oração feita em nome de Cristo recebe resposta porque se alinha à vontade soberana de Deus. A promessa de Cristo é clara: “(...) e recebereis (...)”. Jesus afirma categoricamente que a oração atendida é consequência natural de pedir em Seu nome.
Ele não promete tudo que pedimos segundo nossa carne, mas tudo o que pedimos alinhados à Sua vontade (Jo 14.13). A promessa é tão certa quanto a fidelidade de Deus. A oração que sobe em nome de Jesus desce com a resposta de Deus.
A certeza da resposta está na fé de que o nome de Jesus é poderoso, porque foi exaltado por Deus acima de todo nome. Jesus não diz “talvez recebereis”, mas “recebereis”. Ele sabe a autoridade que recebeu de Deus, o Pai.
A honra ao Filho na resposta da oração faz parte da glorificação que o Pai Lhe conferiu. Orar em nome de Jesus não somente exalta o Filho, mas glorifica o Pai que Lhe deu tamanha honra: “E toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:11). A oração é um instrumento de glorificação divina.
O propósito da oração respondida é produzir alegria plena no coração do crente. A alegria como fruto da comunhão com Deus. A oração nos aproxima de Deus, e a presença dELE é fonte de alegria.
João 16.24 nos ensina que: devemos orar em nome de Jesus. Devemos crer que receberemos. Devemos buscar uma alegria que só Deus pode dar.
Hoje, o Senhor lhe diz: “Pede! Eu quero te ouvir e quero te alegrar.” Que esta palavra desperte em você uma vida de oração fervorosa, confiante e cheia de gozo.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

