Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade.
Certamente você já deve ter ouvido da boca de alguém a seguinte afirmação: "Eu perdoo a pessoa, mas não consigo esquecer o mal que ela me fez."
Isso é compreensível e até aceitável numa compreensão da maldade que está arraigada na carne humana afetada pelo pecado, embora não nos conformemos com tal declaração.
Conceder o perdão sem que seja posto um fim no ocorrido que trouxe decepção, dor ou sofrimento, não é perdão. Está mais para um cessar-fogo temporário.
Dizer que perdoou, mas de vez em quando a memória traz à cena o triste ocorrido que causou a dor, através de palavras, experiências semelhantes com amigos e parentes ou circunstâncias diversas que acionem os gatilhos que deflagram esses traumas, trazendo-os à tona, não é perdão.
Diferentemente dos seres humanos, o SENHOR nosso Deus perdoa de forma absoluta e verdadeira, sem reservas, sem engavetar erros "perdoados", para usá-los em momentos oportunos em que o transgressor volte a cometer seus pecados.
Não há ninguém que possa perdoar como o Altíssimo perdoa.
O perdão concedido por Deus é incondicional, sem levar em consideração todos os fundamentos da justiça e da verdade? Obviamente que não!
Ao profeta Miquéias foi revelado que ELE perdoa a transgressão do REMANESCENTE e não de todo mundo. O remanescente é a pessoa que persevera, na verdade. É aquele que permanece no caminho da obediência enquanto os demais o abandonam.
Que justiça teria para alguém que rouba hoje, confessa amanhã em choros de arrependimento e volta a cometer o mesmo erro reiteradamente? Que arrependimento é esse que não traz verdadeira tristeza que gera força para a transformação, porque não aguenta mais sofrer de tristeza?
Para todo aquele que comete erro, mas se arrepende, confessa e abandona o erro, buscando transformação de vida e se esforçando para perseverar no caminho da verdade e da justiça, o perdão do SENHOR é pleno.
É um perdão tão completo que ELE olha para o indivíduo perdoado e o enxerga como se ele nunca tivesse cometido algum erro, pois é dito em linguagem figurativa que "Deus esquece" o erro cometido e perdoado.
Para esse pecador que merecia o rigor da lei em forma de justiça, a ira do SENHOR não permanecerá para o condenar. O Deus que sonda os corações, concederá, além do perdão, a força para que a nova criatura decidida pela vida justa persevere nessa vida.
Quando o Todo-Poderoso julga o homem ímpio que ama e vive na impiedade, não faz isso com prazer, pois o Seu prazer está no perdão e em conceder uma nova chance para que o homem se converta e mude de vida.
Deus ama fazer o bem e espera que todos nós compreendamos isso, para desfrutarmos dessa bênção disponível a todos.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

