Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente,
A maravilhosa graça de Deus não nos trouxe um tempo de anarquia e de desobediência, mas de obediência e força espiritual para vencer a impiedade que impera no mundo.
A graça em um ambiente de desobediência se torna em desgraça. A graça nos alcançou e nos salvou de uma vida libertina, de transgressão, para uma vida separada e exclusiva para servir e obedecer a Deus.
Ela nos trouxe o conhecimento da verdade e, com isso, a força e o poder espiritual para nos tornarmos à semelhança de Cristo, obedientes em tudo. Essa é a verdadeira graça.
Uma vida religiosa que ainda experimenta a impiedade é sem graça. Que graça tem viver uma vida de sofrimentos, frutos das consequências de escolhas erradas, de uma vida pecaminosa?
A palavra usada pelo apóstolo Paulo para animar os irmãos da Nova Aliança foi "renunciar". Renúncia é o ato de abrir mão voluntariamente de algo, seja um direito, privilégio, cargo, bem ou desejo, em favor de outra pessoa ou de um princípio.
A renúncia pode ocorrer por diversos motivos, como altruísmo, dever, ética ou busca de um bem maior.
Renunciar à impiedade deve ser o objetivo de vida do homem que acabou de descobrir o verdadeiro evangelho de Cristo. Impiedade é pecado, mas um pecado na sua forma agravada, depravada, quando o indivíduo se distanciou demais no caminho da desobediência.
Não é nada fácil se libertar de uma vida de impiedade, pois o nível de escravidão e dependência do pecado é muito grande, mas, no poder de Deus, a nós concedido através de Cristo Jesus, é possível sim.
Paulo liga a impiedade, quando escreve a Tito, às paixões da carne pecaminosa, que ele chama de paixões mundanas. Tudo aquilo que prende o homem a esta vida temporária, fazendo com que ele queira desfrutar de tudo o que essa vida oferece, a ponto de trocá-la pela vida eterna, é mundano, é enganoso.
A graça de Deus, que chega na vida do homem em forma de conhecimento libertador, ensinando-o a verdade, é transformadora. Mesmo que o homem tenha descido tão profundo no poço escuro do pecado, o poder gracioso de Deus pode reerguê-lo.
Esse poder transformador na vida do homem, faz com que ele viva uma vida sensata, justa e piedosa, diante de Deus e dos homens.
Essa mudança trata-se de uma inversão de valores éticos e morais de forma radical. Aquele que antes estava totalmente perdido em suas escolhas, passa para uma condição de justificado e reservado para o reino eterno de Deus.
O ser humano, quer seja religioso ou gentio, judeu ou grego, Abel ou Caim, João Batista ou Judas Iscariotes, não merecia tamanha dádiva da parte de Deus, quando a justiça pedia que todos nós recebêssemos a morte como sentença justa e imediata, mas Deus nos deu a Sua graça.
A graça de Deus é a maior manifestação do Seu caráter de amor. Através dela, é possível compreender a justiça de forma equilibrada e perfeita. Sem a graça de Deus, só existe legalismo e letra morta.
Para aqueles que dizem viver na graça de Deus, mas não experimentaram a verdadeira transformação espiritual, passando a viver em plena obediência a Deus, estão dando testemunho de que não conhecem a graça, a verdade, a Cristo e nem a Deus.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

