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Devocional

Santificar-Se É A Resposta

Por Fábio Amaro

08 de agosto de 2025

Santificar-Se É A Resposta

Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.

As preciosíssimas promessas divinas merecem uma resposta da nossa parte: purificação contínua, crescimento em santidade e temor reverente a Deus, é o que se espera dos homens.

É comum vermos manifestações de cristãos, em toda parte e de diversas maneiras, afirmando querer as promessas de Deus, mas sem demonstrar qualquer compromisso com a postura de vida que elas exigem.

O apóstolo Paulo, após expor as gloriosas promessas de Deus ao Seu povo (capítulo 6), nos chama a uma resposta prática: santificação. O cristão não é apenas herdeiro de bênçãos, mas também portador de um chamado à pureza e à reverência.

As promessas de Deus são a própria motivação para que o servo fiel busque uma vida de santificação. A santificação cristã não nasce do legalismo, mas da resposta amorosa às promessas de um Deus santo e pessoal, que Se identifica como Pai.

A base da exortação de Paulo está na mensagem: “Ora, amados, pois que temos tais promessas ...” O apóstolo está se referindo às promessas do capítulo anterior (6.16-18), onde Deus promete habitar conosco, ser nosso Pai e nos acolher como filhos.

Santidade não é tentativa de merecer o amor de Deus, mas resposta ao fato de que Ele já nos ama. Um filho amado deseja agradar seu pai não por medo, mas por gratidão. As promessas de Deus não nos acomodam, elas nos despertam para uma vida mais elevada.

O grande privilégio não é apenas de quem é amado, mas muito mais de quem ama. Paulo não fala a estranhos, mas a filhos amados que deve aprender a amar mais. A santificação é um chamado familiar, não um fardo imposto. Quando sabemos que somos amados por Deus, temos força para vencer o pecado.

A compreensão e a aceitação das condições implícitas nas promessas, gera no coração do crente o sentimento de responsabilidade. “... pois que temos tais promessas …” A herança celestial exige conduta santa na terra (1 Pe 1.15-16). Quanto maiores forem as promessas, maior deve ser nosso zelo em viver de forma digna delas.

A santificação exige atitude ativa, radical e contínua na vida do crente. “... de toda imundícia da carne …” Refere-se aos pecados externos, visíveis, que desonram o corpo (1 Co 6.18-20). A cultura moderna banaliza o corpo, mas Deus o trata como templo do Espírito. Uma mente impura impede o crente de adorar com liberdade.

A purificação do espírito refere-se às atitudes do homem interior: orgulho, inveja, amargura, soberba. Não basta parecer santo, é preciso ser limpo por dentro (Mt 23.27). Uma casa limpa por fora, mas infestada de mofo por dentro, ainda é insalubre. Deus não se impressiona com vitrines religiosas, ELE olha os depósitos secretos da alma.

A santificação é um processo crescente que só se completa com reverência profunda ao SENHOR: “... aperfeiçoando a santificação …” Não é um evento único, mas uma jornada contínua rumo à maturidade em Cristo (2 Pe 3.18). Um escultor trabalha pacientemente, dia após dia, removendo excessos até revelar a imagem ideal. A santificação é o processo de Deus esculpindo Cristo em nós.

A comunhão com o SANTO exige santidade. O contexto da mensagem de Paulo é sobre sermos moradas de Deus (2 Co 6.16). Deus não divide sua habitação com impurezas. O fogo não cai sobre o altar contaminado. Primeiro vem a limpeza, depois a glória (2 Cr 5.13-14). Quem deseja ser cheio do espírito de Deus precisa esvaziar-se de si mesmo.

2 Coríntios 7.1 é um apelo à igreja do Deus vivo: vivam de modo digno das promessas que receberam! Não há santidade automática, mas um caminho de fé, luta, purificação e reverência. As promessas nos inspiram, a graça nos capacita, mas a decisão é nossa.

Examine sua vida. Há alguma impureza na carne ou no espírito? Algum hábito, pensamento, vício ou atitude que precisa ser deixado? Hoje é dia de responder ao chamado à santificação.

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.