Mas se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente viverá; não morrerá.
Em todas as relações entre pessoas físicas ou jurídicas, em que sejam previstos "direitos e deveres" das partes, devem existir condicionantes para se ter acesso aos direitos, após cumprir seus deveres. Assim deve ocorrer em todos os pactos e contratos.
Na relação entre Deus e os seres humanos, não é diferente. Ao propor uma aliança com a raça humana, o Altíssimo, que é o Grande Legislador do universo, estabelecerá um estatuto com cláusulas claras que especifiquem os deveres dos homens, para que tenham acesso às promessas contidas no pacto proposto pelo Todo-Poderoso.
Não há nenhuma promessa nas Escrituras Sagradas sem que haja condicionantes para que ela seja concedida ou concretizada. Não existe promessa incondicional na Bíblia Sagrada.
Todas as promessas que se referem ao reino eterno de Deus são proferidas com uma série de condições explícitas, não porque o homem deva conquistá-las por suas próprias forças e méritos, pois é pela graça de Deus, mas porque existe uma necessidade de transformação do homem.
O SENHOR promete muitas coisas boas ao Seu povo. ELE prometeu prosperidade com os rebanhos, no plantio e na colheita, com os filhos e a saúde de toda a família, por exemplo.
No entanto, todas essas bençãos estavam condicionadas à obediência aos santos mandamentos da lei de Deus, conforme se verifica em toda a Escritura Sagrada (Ex 15.26; Dt 28.1-2; Js 1.8; Sl 1.1-3 e Pv 3.7-8).
Essas promessas não estavam reservadas exclusivamente aos filhos de Jacó, descendentes naturais de Abraão, mas a todos os seres humanos de todas as partes do mundo, sem exceção e sem fazer acepção de pessoas.
No livro do profeta Ezequiel, nos é dito que o ímpio que se converter de todos os seus pecados, depois de um verdadeiro arrependimento e mudança de vida, obviamente, não experimentaria a morte, consequência natural da vida.
Para não morrer, após se arrepender e se converter, a condição exposta pelo Altíssimo, o Legislador do universo, que não faz nada sem estabelecer regras, diz claramente em: "guardar todos os meus estatutos, e proceder com retidão e justiça".
Ao citar o "ímpio", fica evidenciado que não existem promessas de vida, não havendo nada mais precioso, apenas para o professo povo de Deus, chamado de justos pela misericórdia de Deus.
Portanto, a falsa teologia da "graça barata", defendida por todas as igrejas progressistas e liberais, surgidas nos últimos cinquenta anos, se proliferando em larga escala no século XXI, despreza e ignora os princípios fundamentais da verdade, relegando o papel da lei à inutilidade. O nome disso é cegueira e o sobrenome é ignorância.
Mesmo os adeptos dessa nova teologia, que está em completa desarmonia com os fundamentos da verdade bíblica, creem que estão sob uma "Nova Aliança", sem regras, sem condições e sem nenhuma noção. Deveriam chamar essa crença de tudo, menos de aliança.
A condição universal já foi estabelecida por Deus, quando diz a todos os homens, indistintamente: "Filho meu, dá-me o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos." (Pv 23.26). Para receber a salvação, o homem precisa cumprir a condição de se entregar completamente, dando tudo o que tem, o seu coração.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

