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Devocional

Será Tarde Demais

Por Fábio Amaro

20 de junho de 2024

Será Tarde Demais

Naquele dia a tua boca se abrirá para falar com o que escapar, e não ficarás mais mudo; e assim lhes serás por sinal, e saberão que eu sou o Senhor.

O SENHOR enviou uma duríssima advertência, em forma de juízo, ao povo de Israel pelo profeta Ezequiel.

O povo se encontrava espiritualmente morto, mas vivo para as coisas materiais do mundo. Já não se importava com os seus irmãos pobres, sem estender a mão para ajudar e os líderes religiosos seguiam após filosofias, deixando o povo servir a outros deuses. 

O cenário espiritual era caótico, de completa apostasia. O povo era cada vez mais religioso, oferecendo cada vez mais sacrifícios, mas o espírito estava distante da verdade e de fazer a vontade de Deus.

Quando entendemos a maldade que havia se instalado no meio do povo que recebeu a Palavra da verdade, mas não a praticava; que havia recebido inúmeros sinais miraculosos, providências e livramentos incontáveis, mas não esboçava gratidão verdadeira, percebemos que os juízos e as repreensões ainda foram brandas.

Em resumo, a mensagem contextual era: Babilônia cercaria a cidade do professo povo de Deus, por ter servido e adorado outros deuses, com a agravante de rejeitar inúmeras advertências e exortações por meio dos servos de Deus, Seus profetas.

Infelizmente, advertências e juízos semelhantes se repetiram ao longo da história, pois o homem pecador é o mesmo se obstinado por riquezas e prazeres, e agora, no tempo do fim, esse cenário moral e ético no meio religioso se agravará pelo distanciamento do homem de Deus.

A maioria dos professos cristão, cegos, acreditam que vivem o melhor momento da fé e tudo está mil maravilhas, pois as igrejas nunca estiveram tão cheias, pastores tão ricos e a pregação só se fala em bênçãos e prosperidades, sem nenhuma exortação ou repreensões. Coitados, seguem cegos e enganados.

A igreja nunca foi tão pobre e afundada no pecado quanto o tempo presente, muito parecido com o povo do dias do profeta Ezequiel, conforme o contexto dessa mensagem (Ez 24).

Está profetizado que a Babilônia mística (sistema religioso judaico-cristão em apostasia), perseguiria os santos por repreenderem seus pecados, assim como Ezequiel fez com os seus compatriotas e foi perseguido. A história se repete (Ec 1.9 e 3.15).

Babilônia está cercando o professo povo de Deus na atualidade, oprimindo-os e escravizando-os nos seus costumes e tendências e ensinando falsas doutrinas, pois está distanciando o povo da Bíblia para lhes apresentar filosofias humanas.

Assim como a Babilônia cercou Jerusalém e fez dela uma panela fervente, tornando impossível a fuga de alguém, assim também ocorrerá no tempo do fim para todo aquele que rejeitar as advertências do Senhor, preferindo amar e seguir a Babilônia ecumênica do pseudo amor e paz.

Se, porventura, alguém conseguir escapar, o profeta lhes falará tudo o que lhes havia predito anteriormente, como um sinal da confirmação da sua rejeição à Palavra do Senhor.

O grande problema aqui é que de nada adiantará escapar depois do tempo de graça, quando o Evangelho Eterno foi pregado, mas rejeitado, pois do que adianta escapar apenas para ouvir o profeta dizer: “Eu não disse a vocês que seriam destruídos se não abandonassem a idolatria de Babilônia?” (Ez 24.27)

Por isso, o profeta nos adverte hoje, novamente: “Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas” (Ap 18.4).

Não tapemos os nossos ouvidos à Palavra profética, fazendo do profetas uma pessoa muda, pois quando quisermos ouvi-lo será tarde demais.

No Apocalipse há sete repetitivas advertências: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 2.7; 2.11; 2.17; 2.29; 3.6; 3.13 e 3.22). 

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.