Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores.
Isaías 53 é o capítulo do sacrifício do Cristo, escrito setecentos anos antes do Calvário. Aqui não vemos um Messias coroado com ouro, mas um Servo marcado pelo sofrimento. Contudo, o texto não termina em derrota, mas em exaltação. O versículo 12 revela que a cruz não foi o fim, mas o início do caminho para a glória.
O mundo via a cruz como fracasso, mas Deus já a enxergava como gloriosa desde o princípio. O Servo Sofredor não perdeu nada, mas conquistou tudo. Isaías 53.12 nos mostra que o sofrimento de Cristo teve um grandioso propósito, valor e resultado eterno.
O sacrifício voluntário do Servo Sofredor resultou em vitória, redenção e expiação eterna em favor de muitos, com poder abrangente para atender a todos.
A glória do Messias não foi concedida pela inteligência dos homens, mas conquistada por meio do sofrimento obediente e da unção de poder e autoridade concedida por Deus.
O texto afirma: “Pelo que lhe darei a parte de muitos (...)”. O “pelo que” indica consequência. A exaltação é resposta divina ao sofrimento do Servo. Deus, o Pai, recompensa o Seu Filho pela obra consumada com exaltação meritória (Filipenses 2.9).
Deus vê e recompensa a fidelidade silenciosa. Nenhum sofrimento obediente é desperdiçado. Um atleta suporta anos de treino por causa da medalha final. Você confia que Deus recompensará sua fidelidade? O céu sempre honra a obediência no sacrifício.
O Messias conquistou uma vitória pública e incontestável. Assim como a sua humilhação foi pública, Sua exaltação gloriosa também deveria ser conhecida por todos. Cristo não sai da cruz derrotado, mas como vencedor. Ele triunfa sobre principados e potestades (Colossenses 2.15). A cruz que parecia fraqueza revelou-se poder eterno.
Primeiro o sofrimento, depois a glória. Este é o padrão do Reino (1 Pedro 1.11). Não devemos desprezar o processo doloroso, mas suportá-lo. A glória de Deus se revela após a obediência no sofrimento. A semente só produz fruto após morrer na terra. Não há coroa sem a via dolorosa.
Como o sol que surge após a noite mais escura, a exaltação de Cristo veio depois do sofrimento mais profundo. A redenção foi possível porque o Servo Sofredor entregou-se voluntariamente em favor dos pecadores.
Cristo não foi vítima, mas oferta voluntária (João 10.18). Ele entregou a Sua própria vida. Amor verdadeiro se expressa em entrega. Cristo não foi forçado, mas escolheu morrer por nós. Você valoriza o preço pago pela sua redenção? A cruz não foi acidente, foi decisão.
Jesus foi tratado como criminoso para que fôssemos tratados como filhos justificados (Lucas 22.37). Cristo assumiu nossa posição para nos dar a d’Ele. Um inocente que assume a culpa de outro para libertá-lo. Você vive consciente da graça que o alcançou? Ele tomou o nosso lugar para nos dar o Seu.
Cristo carregou o peso e a carga que nos condenava (1 Pedro 2.24). Isso nos ensina que não devemos carregar culpas que Cristo já levou. Uma dívida quitada não pode ser cobrada novamente. Você ainda vive preso a pecados já perdoados? O pecado que Ele levou não pode mais nos condenar.
Como o cordeiro sacrificado no altar, Cristo se ofereceu para que fôssemos poupados. O Servo que morreu pelos pecadores agora vive para interceder continuamente por eles.
Na cruz e após ela, Cristo intercede por nós (Romanos 8.34). Mesmo quando falhamos, temos um intercessor. Nossa segurança está na intercessão de Cristo. Você confia na intercessão contínua de Cristo? A cruz nos salvou; a intercessão nos sustenta. Cristo intercede com base no sangue derramado (Hebreus 7.25).
Nossa esperança está na obra consumada de Cristo. O Seu sacrifício garante a aceitação de Deus, o Juiz. O Seu sangue é o comprovante de que a nossa dívida foi paga. Você descansa na obra completa de Cristo? A intercessão de Cristo é garantida pela cruz.
Isaías 53.12 nos leva da cruz ao trono, do sofrimento à vitória, da morte à vida eterna. O Servo Sofredor venceu para reinar e interceder por nós.
Hoje, o espírito de Deus nos convida a contemplar o sacrifício de Cristo, confiar na Sua obra completa e viver na segurança da Sua intercessão. Quem pertence ao Servo Vitorioso jamais será abandonado.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

