Porque eu declararei a minha iniquidade; afligir-me-ei por causa do meu pecado.
Sentir tristeza por ter escolhido pecar, é um claro indício de que o espírito de Deus convenceu o arrependido de que aquilo que foi feito é mal e deve ser evitado para o seu próprio bem.
Se arrepender do pecado praticado é o primeiro e mais importante passo, mas isso não é o suficiente para resolver o problema do pecado, é necessário fazer um pouco mais.
Além do arrependimento é necessário também a confissão. Quem abre a sua boca e o seu coração para confessar o seu delito, não está apenas reconhecendo seu erro de forma concreta, mas está se livrando de uma carga pesada demais para ser suportada.
Quando confessamos as nossas iniquidades, estamos nos livrando do pecado, como alguém que coloca para fora uma comida que lhe está fazendo mal. Se o corpo não conseguir eliminar esse mal, certamente virá a óbito. Semelhantemente ocorre com o pecado.
Outro gravíssimo problema do pecado não confessado é o sentimento de culpa. As nossas culpas são fardos muito pesados para levarmos sozinhos. É preciso pedir ajuda a quem nos ama e pode aliviar esse fardo (Mt 11.28). Confessar nossos pecados a Deus e pedir a Jesus que interceda pelo nosso perdão é buscar a cura dessa doença e viver.
Nenhum homem suporta carregar o peso de um delito não confessado e abandonado. Quando confessamos as nossas culpas Àquele que pode nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça (1Jo 1.9), Ele perdoa, purifica e justifica.
Na prática do pecado há um prazer momentâneo, quando na verdade é um engodo promovido pela carne que é imediatista e oportunista sem medir consequências. No final, o fruto do pecado não confessado e abandonado é a angústia e muito sofrimento.
Insistir nesse erro é agravar ainda mais a doença, e por consequência também aumentar a dor. Mas, na confissão da culpa e no abandono do pecado, que traz perturbações no espírito, se encontra a cura e a libertação.
Vivemos numa época onde as pessoas buscam se livrar das suas angústias não por meio da confissão dos seus pecados, mas por meio do riso fácil, indo a um show de comediantes. Riem de situações deploráveis em que os seres humanos são humilhados, chacoteados, zombados e maltratados.
Muitas vezes pagam para rir em shows que exploram as desgraças alheias. Riem dos sofrimentos daqueles que foram criados à imagem de Deus para serem sábios, saudáveis e puros de coração. Quanta falta de sabedoria e sobra muita incoerência.
Não podemos fugir do nosso problema íntimo, observando o que ocorre com os outros no mundo externo. Não resolverá o nosso problema se acharmos engraçado o embriagado que não consegue ficar em pé; O homossexual que expõe seu corpo ou faz gracejos, como se estivesse rindo da própria desgraça; Das “pegadinhas”, expondo pessoas à grandes sustos e situações vexatórias; etc.
Tudo isso parece tão normal que as pessoas já não têm mais noção do real perigo que o pecado representa para suas vidas. Não podemos sorrir por dentro enquanto o pecado não for confessado e abandonado. Somente na confissão encontraremos a paz e a esperança.
“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Pv 28.13).
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

