Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão.
Nós, seres humanos, não gostamos de mudanças. Depois de nos adaptarmos ao meio em que vivemos e passarmos a viver no automático, acomodados com o conforto do cotidiano, qualquer proposta de mudança não soa muito bem aos nossos ouvidos.
Até mesmo o preso que passa muitos anos dentro de uma penitenciária e se adequa à vida de reclusão e disciplina, passando a se sentir seguro e confortável, estranha a vida fora do presídio. Há casos de pessoas que reincidem no crime só para serem enviadas de volta à vida de reclusão.
Por mais estranho que isso possa parecer, é a realidade que ocorre com o homem. O homem se adapta a muitos estilos de vida, até mesmo com às práticas pecaminosas e com às injustiças, e, com o passar do tempo, aquilo que era reprovável passa a ser aceitável e visto como justiça.
Diante dessa grave deficiência espiritual que o pecado causou no homem, com sérias dificuldades de colocar em prática as normas éticas e morais, o Altíssimo trouxe, através de Cristo, as boas NOVAS para que o homem pudesse ir se adaptando ao novo.
O NOVO, retirado do velho, ou renovo, é o grande desafio de compreensão para os religiosos que estão aprisionados às suas cômodas tradições e costumes.
Jesus ensinou, por meio de uma parábola, que o Seu evangelho da salvação era como um "vinho novo", mas os religiosos fariseus, aprisionados às suas tradições legalistas, eram como "vasilhas de couro" (pele) velhas, que, se colocassem vinho novo nelas, arrebentariam e seriam destruídas (Mt 9.17).
O evangelho antigo estava sendo renovado pela inspiração do espírito santo de Deus em Cristo, interpretando corretamente as Escrituras Sagradas com o fôlego renovador que dá vida a tudo o que é racional - espiritual.
Quem for renovado por essa ação espiritual de Deus, pela fé nas boas novas, está pronto para a maior e mais radical de todas as mudanças propostas por Deus: morar para sempre em uma nova terra coberta por novos céus.
Nada é tão intenso, drástico e profundo quanto a transformação que o homem experimentará quando Cristo retornar à Terra. O homem redimido e salvo mudará de corpo, de casa, de país, de mundo e de vida.
Para expressar a dimensão dessa mudança, o SENHOR deu ao profeta Isaías a seguinte mensagem sobre como seria nessa nova terra e nesses novos céus: "Não haverá mais lembranças das coisas passadas e nem delas mais se recordarão".
Como assim? Deus vai apagar a memória de todo mundo? Não!!! A mensagem espiritual contida nessa "letra morta" é sobre a ausência de traumas na mente santa e transformada dos santos, que se lembrarão dos acontecimentos da vida anterior, mas isso não lhes trará qualquer tipo de sofrimento.
Temos embasamento bíblico para afirmar tal verdade? Sim! Jesus, que é o nosso exemplo e modelo dessa transformação, sendo a primazia, o primeiro a experimentar tudo o que os santos experimentarão em seguida, ressuscitou como a primícia dos que dormem (morte) em um corpo incorruptível e se lembrava de tudo.
Ele não se esqueceu dos Seus discípulos e irmãos, mandando-lhes uma mensagem de fé e esperança, pois estava indo para o Pai.
O homem não deve temer a mudança que o Senhor Jesus experimentou e que Deus está oferecendo aos que têm fome e sede de justiça.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

