Clamarei ao Deus altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa.
Este salmo nasce em um dos momentos mais sombrios da vida de Davi. Ele está escondido em uma caverna, perseguido injustamente, ameaçado de morte. Exteriormente, tudo parecia incompleto, confuso e fora de controle. No entanto, no meio da caverna, Davi fez uma das declarações mais profundas de fé de toda a Escritura: “Ao Deus que por mim tudo executa.”
Enquanto seus inimigos conspiravam, Deus trabalha. Enquanto Davi se escondia, Deus governava. Este versículo nos ensina que o céu nunca está em crise quando a terra está em caos.
O Deus Altíssimo conduz, executa e completa soberanamente tudo aquilo que determinou para a vida daqueles que n’ELE confia.
Quando as circunstâncias fogem do controle humano, a resposta correta do crente é clamar ao Deus Altíssimo. Clamar é mais do que orar; é gritar a partir da dependência. Davi não confia em sua estratégia, em sua espada ou em seus aliados. Ele reconhece que chegou ao limite humano (Salmos 34.6).
As crises revelam onde realmente está nossa confiança. O clamor é o idioma dos que sabem que precisam de Deus. Você tem clamado ou apenas reclamado? Quando o homem chega ao limite, o clamor abre espaço para o agir de Deus.
Davi não clama depois de tentar tudo; ele clama primeiro. O Deus Altíssimo é soberano sobre reis, exércitos e circunstâncias (Salmos 113.4). Muitos só buscam a Deus quando todas as portas se fecham. A fé madura corre para Deus, não para alternativas humanas. Quem começa com Deus termina vencendo.
O clamor de Davi não nasce do pânico, mas da confiança. Ele confia que Deus o atenderá antes de pedir qualquer coisa (Hebreus 11.6). Fé verdadeira ora com esperança, não com medo. Clamar é declarar que Deus ainda está no trono. Seu clamor tem sido cheio de fé ou dominado pelo medo? O clamor da fé ecoa mais alto que o barulho da crise.
A segurança do crente está no fato de que Deus não é apenas poderoso, mas soberano e fiel em tudo o que faz. O Altíssimo fala do alto da Sua supremacia absoluta. Não existe autoridade acima d’ELE (Daniel 4.35). Nenhuma situação está fora do alcance de Deus. O que parece grande para nós é pequeno para ELE. Quem conhece o Altíssimo não se intimida com o impossível.
Na caverna, Davi não vê livramento; com os olhos da fé, confia que Deus continua governando sobre tudo (Salmos 103.19). Deus trabalha nos bastidores da nossa história. Silêncio de Deus não é ausência de Deus. ELE não deixa de reinar quando parece estar em silêncio.
Saber que Deus está no controle produz descanso no coração do crente (Salmos 46.10). Descanso não vem da ausência de problemas, mas da certeza da soberania de Deus. Quem confia descansa. A soberania de Deus é o travesseiro da fé.
Deus não começa obras para abandoná-las; ELE executa e completa tudo o que planejou para os Seus. Deus age pessoalmente na vida do crente. A fé de Davi declara: “(...) ao Deus que por mim tudo executa.” Davi personaliza a ação de Deus. Ele não diz “por nós”, mas “por mim”. Deus se envolve pessoalmente com o indivíduo (Isaías 43.1).
Deus não trabalha de forma genérica. Sua vida importa individualmente para ELE. Você acredita que Deus cuida especificamente de você? O Deus soberano também é pessoal.
Executar é levar à prática. O que Deus promete, Ele cumpre (Números 23.19). As promessas de Deus não ficam no papel. O tempo de Deus não anula a fidelidade de Deus. Uma obra só tem valor quando sai do projeto para a realidade. O que Deus promete, ELE executa.
Davi ainda estava na caverna quando declarou essa verdade. Nada havia mudado externamente, mas tudo já estava resolvido espiritualmente.
Hoje, o espírito de Deus nos convida a fazer o mesmo que Davi: clamar, confiar e descansar. O Deus Altíssimo continua executando tudo em favor daqueles que O buscam. Se Deus começou, ELE completará. Confie! Clame! Descanse!
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

