E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo.
A sociedade moderna, globalizada e secularizada, tem se distanciado cada vez mais dos princípios da fé cristã, apesar de o cristianismo ser a maior religião do planeta, onde a maioria das nações mais ricas e poderosas do mundo, ser de maioria cristã ou simpatizante.
São muitos os fatores que promoveram esse distanciamento e não seria fácil discorrer sobre tudo isso em poucas palavras, mas pontuaremos algumas delas, de grande relevância.
A cultura relativista, que cria muitas verdades conforme o gosto de cada um, e as ideias do capitalismo, que estimulam o consumo exacerbado, criando um estímulo pela busca das coisas materiais como prioridade máxima e como objetivo maior de vida, são, por exemplo, pilares importantes para a desfiguração da doutrina de Cristo na vida prática das pessoas.
Essas interferências, somadas a muitas outras, fazem com que as pessoas tenham uma visão de mundo diferente da verdade bíblica, levando os religiosos e leigos viverem uma nova cultura. Nessa nova cultura, as figuras de pai e filho também são alteradas.
O pai moderno é visto pelos filhos como amigo, sinônimo de colega ou parceiro, diferente da figura sagrada que as Escrituras exigem reverência, honra, respeito e devoção.
Até mesmo dentro da igreja cristã institucionalizada e secularizada, ideologias progressistas como essas são assimiladas e aceitas como algo bom e verdadeiro sob a justificativa dos líderes que dizem: "Os tempos são outros", e a massa de seguidores vai aceitando tudo em religiosa submissão.
Um exemplo simples, que é do conhecimento de todos, é que a figura de pai, um tipo santo e perfeito da pessoa de Deus, o Pai, foi sendo inferiorizada ao ser vencida pela figura da mãe. Basta ver os números do faturamento do comércio no dia das mães e dos pais. Isso é tão grave que muitas mulheres, ao lerem esse parágrafo, já vão ficar irritadas e achar que estamos diminuindo ou inferiorizando as mães, que também são dignas de honra, respeito e devoção, como os pais.
Por estarem se distanciando da verdade bíblica em sua originalidade, terão dificuldades para entender e aceitar quando a Bíblia diz que "o Pai [Deus] confiou ao Filho [Jesus] a ação de julgar, dando-Lhe autoridade como juiz".
Muitos não conseguem enxergar o básico do texto, em seu óbvio sentido e na sua simplicidade, escrito para pessoas simples e pobres, conforme Jesus Cristo enfatiza o tempo todo, ignorando o aspecto hierárquico e de poder entre Pai e Filho.
Ora, se Deus, o Pai, tem o poder de nomear Seu Filho como juiz, investindo-Lhe de autoridade para que desempenhe tão honrosa tarefa, é porque está muito acima do Filho em poder, majestade, soberania e supremacia.
Portanto, a visão moderna de coleguismo entre pais e filhos, aliada às doutrinas criadas no período negro da igreja medieval, que igualam Pai e Filho, deixou de ser um argumento sem a clara base bíblica para se transformar em uma verdade absoluta.
Mesmo que Jesus diga novamente, com todas as palavras, de forma claríssima: "O Pai é maior do que eu" (Jo 14.28), ainda assim não será fácil para o religioso preso às tradições religiosas aceitar a clara mensagem.
Enquanto o religioso não tiver a coragem, humildade e o discernimento para questionar sua crença, escolhas e caminho com base na Bíblia, entendendo o poder influenciador da religiosidade na mente das pessoas, que sempre escravizou a maioria, não compreenderá a verdade na Palavra de Deus.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

