Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
A tradição religiosa cristã tem ensinado que há mais de um Mediador entre as partes envolvidas no conflito cósmico, iniciado com o pecado do ser humano.
Isso ocorreu porque a igreja politizada e institucionalizada, abraçada aos objetivos do mundo, a partir de líderes religiosos sem nenhum compromisso com Deus, com Cristo e com a verdade, começou a buscar glórias para si, títulos e reconhecimentos humanos.
Esse foi o cenário perfeito para que as teorias humanas e as vãs filosofias penetrassem no seio da igreja de Cristo, transformando-a em uma noiva impura e indesejável.
O apóstolo Pedro fez uma menção profética do que ocorreria na professa igreja de Cristo, ao desprezar a verdade para se apegar a fábulas humanas:
"Porque não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando vos fizemos conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, pois fomos testemunhas oculares da sua majestade." (2Pd 1.16)
É possível ignorar um verso bíblico, simples e direto, para se apegar às filosofias humanas?
Não deveríamos ignorar um verso CLARO E DIRETO nas Escrituras, onde até uma criança recém alfabetizada compreenderá a mensagem nele escrita. Todavia, religiosos cegados pelo maligno que jaz no mundo de cobiças são adeptos de tais práticas condenadas pela Bíblia.
A Bíblia afirma categoricamente que SOMENTE Jesus Cristo é o Mediador (Meio), Aquele que está entre Deus e os homens, para os reconciliar, derrubando o muro erigido pelo pecado durante a rebelião de Adão e Eva.
Jesus, o Cristo, se tornou o único mediador entre o ÚNICO DEUS e o ser humano porque Se tornou homem. O texto é límpido e claro: Jesus era um ser humano como nós. Essa é uma condição SINE QUA NON, estabelecida pelas Escrituras Sagradas de forma repetitiva e exaustiva. (Jo 5.27; At 2.22; At 17.31; Rm 8.3; Fp 2.7; Hb 2.14; Hb 2.17; Hb 4.15; etc.)
Para a igreja medieval, Maria e todos os santos declarados por ela também se tornaram mediadores, mesmo a Palavra de Deus não afirmando nada disso, que deveria ser a autoridade máxima para quaisquer questões doutrinárias. Mas a própria igreja legislou em causa própria para ir além do "está escrito" e dizer que ela tem poder de criar novas doutrinas, desobedecendo às claras ordens de Deus e fazendo-se rebelde.
Por outro lado, os que se diziam protestantes, que protestavam contra os "desmandos doutrinários" da igreja romana da Idade Média, depois que experimentaram o mesmo poder político e financeiro e todo o prazer que o mundo pode oferecer por ele, também ignoraram o verso claro e direto.
Esses que passaram a ser chamados de "evangélicos", nome moderno e batizado pelos jesuítas da igreja católica desde o século XVIII, passaram a ensinar que há um segundo mediador além de Jesus Cristo, o homem, conforme 1 Timóteo 2.5.
Usando o verso isolado de Romanos 8.26, que se refere ao espírito de Cristo, único intercessor, conforme o próprio contexto de Romanos 8.34, ensinam que a suposta pessoa do Espírito Santo é um segundo intercessor, fazendo do apóstolo Paulo um homem que se contradiz e colocando em dúvida toda a inspiração bíblica.
Quando se abandona o óbvio sentido da Palavra de Deus e se despreza o contexto espiritual da mensagem, o que sobra são contradições e confusões doutrinárias, e todos provam do vinho inebriante e intoxicante de Babilônia.
Todavia, o Senhor está com os simples, com o Seu evangelho simples, não filosófico e inatingível pelos pobres que os homens inventam.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

