E farei com eles um concerto eterno, que não se desviará deles, para lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim.
Uma Aliança Eterna, que não precisasse ser renovada, melhorada ou ratificada, sempre foi a necessidade do homem e o desejo do SENHOR.
Mas, devido as dificuldades que o pecado impôs ao homem, fez-se necessário uma Aliança temporária, visando preparar o homem para uma perfeita e permanente aliança.
Infelizmente, o homem nunca entendeu a beleza e bondade do SENHOR quando apresentou Sua primeira Aliança, que consistia em instruções por meio de coisas físicas ou tipos, passando a transgredi-la.
A primeira Aliança do SENHOR para com os homens foi ratificada muitas vezes. Foi assim com Adão, Noé, Abrão e judeus até chegar Jesus e estabelecer para com os da fé a Nova Aliança prometida ainda nos dias da anterior.
Tanto na primeira quanto na segunda aliança, a eterna, todos aceitaram a Aliança do SENHOR no início, mas com o passar do tempo, do meio para o fim, quando se tornaram prósperos e não ensinaram aos seus descendentes de onde foram resgatados, se esqueceram do SENHOR, se apaixonaram por Mamom e esqueceram o pacto firmado.
A primeira aliança formada por tipos, trazia no seu escopo coisas materiais, físicas, que se podiam ver e tocar, como escrituras em tábuas de pedras (2Co 3.7), mas o povo não conseguiu ser fiel nem nessa aliança mais fácil e tangível.
A segunda aliança, totalmente espiritual, consistia em colocar o entendimento dessa lei ou escritura em tábuas de pedras, no entendimento (espírito) do homem, como nova criatura espiritual em Cristo Jesus (Jr 31.33 e Hb 8.10).
Pela boca do profeta Jeremias o SENHOR deu a promessa profética, depois de tantas quebras de alianças: “Farei com eles uma aliança que permaneça para sempre”. Veja que o SENHOR não disse apenas que faria, mas como faria:
“Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o Senhor: “Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo” (Jr 31.33).
O apóstolo Paulo confirma esse cumprimento sobre os cristãos, naqueles que foram batizados com o espírito de Cristo a partir do pentecostes:
“Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o Senhor. “Porei minhas leis em suas mentes e as escreverei em seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo” (Hb 8.10).
Uma aliança eterna só poderia ser feita com homens que tivessem o caráter de Jesus Cristo, o Filho de Deus, perfeito em obediência a santa lei de Deus.
A Nova Aliança prometida pelos profetas antes de Cristo consiste em obedecer às leis de Deus no espírito e não a letra morta escrita em tábuas de pedras, madeira, couro, papiro ou papéis. A lei de Deus é espiritual (Rm 7.14) e deve estar em nossos corações dia e noite (Sl 1.2 e 119.97).
A velha religião, antes de Cristo, que ensinava o povo a olhar para as tábuas do decálogo como algo distante que os vigiava, como um totem pagão, é substituída por uma Nova Aliança, que faz o novo crente, batizado com o espírito de Cristo, olhar para essas letras na pedra, meditar nelas, e trazer para o seu coração, racionalizando-as no espírito, se deliciando com o conhecimento de Deus. Isso é a Nova Aliança e não dizer que a Nova Aliança é a anulação da lei, que ela passou ou mudou.
A Nova Aliança continua requerendo obediência aos mandamentos de Deus, não por medo, mas por amor.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

