Que seja ministro de Jesus Cristo para os gentios, ministrando o evangelho de Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo Espírito Santo.
Deus chama os Seus servos para um ministério santo, com o propósito de transformar vidas em ofertas aceitáveis por meio da obra do Seu santo espírito na mente dos chamados.
Imagine um sacerdote do Antigo Testamento, cuidadosamente escolhendo, preparando e apresentando uma oferta no altar. Toda sua atenção, pureza e devoção estavam voltadas para agradar a Deus.
Agora, veja o apóstolo Paulo usando essa mesma imagem para descrever o seu ministério: ele é um sacerdote do evangelho, e os gentios convertidos são a sua oferta. Este é o chamado sublime de cada servo de Deus: conduzir vidas ao altar da santificação.
A natureza desse chamado é ser “Ministro de Jesus Cristo para os gentios, ...” O chamado ministerial é um encargo sagrado dado por Cristo, com alcance e propósito bem definidos. Também é um chamado pessoal e divino. Paulo se identifica como “ministro de Jesus Cristo”, não por mérito próprio, mas por chamado direto de Cristo (cf. Atos 9:15).
A palavra “ministro” aqui (do grego leitourgos) é usada para designar um sacerdote que serve em culto, seu ministério é litúrgico, sacerdotal.
Todo servo de Cristo deve reconhecer que seu chamado não é humano, mas divino. Ele é colocado em posição de serviço para Deus em benefício dos homens. Um chamado autêntico não nasce do desejo humano, mas da ordem do céu. Um médico que atende vidas em risco não escolhe quem tratar por afinidade, mas por necessidade. Assim é o ministro que serve por vocação.
Nenhum dos servos chamados tem um ministério perfeitamente igual ao do outro. Todos recebem uma missão específica. O apóstolo Paulo esclareceu sobre o seu chamado: “... para os gentios, ..." Paulo entende que seu ministério era especialmente aos de fora da etnia e da religiosidade judaica. Deus tem propósitos específicos para seus servos; ELE envia com direção.
Todo e qualquer ministério que professe a fé bíblica deve estar subordinado à autoridade de Cristo. O ministro não deve agir por si mesmo, mas em nome de Jesus Cristo. A glória nunca é do mensageiro, mas daquele que o enviou. Um embaixador não fala por si, mas transmite fielmente a vontade do rei. Nunca edifique para sua fama, mas para a glória de Deus. Onde Cristo é o Senhor do ministério, a fidelidade é mais valiosa que o sucesso.
“... ministrando o evangelho de Deus, ...” Paulo não ministra o seu evangelho, suas próprias ideias, mas ensina tudo o que aprendera desde Moisés até Jesus (At 26.22). O evangelho é de Deus, pertence a Ele e fala de Sua obra em Cristo. O púlpito ou as praças não são lugares para expor suas opiniões humanas, mas a Palavra que vem de Deus, unicamente.
O verdadeiro evangelho de Deus tem o poder que transforma para a eternidade, enquanto os ensinamentos dos homens podem convencer apenas por um determinado tempo, mas sem transformação do homem interior. O evangelho não é apenas informação, é operação que transforma vidas.
Pregue esperando transformação. Ensine esperando arrependimento. Sirva esperando salvação. O evangelho não é uma sugestão; é o chamado de Deus para uma nova vida.
“... para que seja agradável a oferta dos gentios ..." Paulo entendia com muito discernimento espiritual que sua missão era educar os gentios com o evangelho da verdade, para que seus corações obedientes se tornassem uma oferta agradável a Deus, perfeitamente santificada no espírito de Cristo.
O objetivo final do ministério é apresentar vidas transformadas, consagradas e santificadas em Cristo, o exemplo e padrão estabelecido por Deus, o Pai. Como verdadeiros sacerdotes reais (1Pd 2.9), somos chamados a consagrar pessoas como ofertas a Deus, por intermédio de Jesus Cristo.
Paulo servia com tanta santidade que seu ministério era como um culto, sua pregação como uma oferta, e os convertidos como sacrifícios vivos. Que possamos enxergar cada alma influenciada por nossa pregação e atitudes, como uma oferta santificada ao Senhor.
Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.

