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Devocional

Uma Videira Brava

Por Fábio Amaro

14 de julho de 2024

Uma Videira Brava

Eu mesmo te plantei como vide excelente, toda ela semente fiel; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada, de vide estranha?

Um experimentado viticultor, que conhece como ninguém o lidar com a boa terra para o cultivo de videiras, além de saber escolher a melhor semente, ficará completamente desapontado e muito contrariado se no seu plantio frutificar uvas bravas e travosas.

Se o agricultor faz tudo certo, com todos os recursos disponíveis para que a sua produção seja de frutos bonitos e saborosos, é inaceitável colher algo diferente disso.

O Eterno Deus enviou o profeta Jeremias com uma urgente mensagem de repreensão e juízo contra o povo de Israel.

ELE escolheu a melhor terra, que era o coração de um povo pobre, sofrido e escravizado, para lançar a semente pura da Sua Palavra da verdade, cenário perfeito para colher frutos espirituais para que o mundo saboreasse o conhecimento sobre um Deus misericordioso, justo e amoroso, mas os frutos vistos em Israel foram intragáveis.

O professo povo de Deus, não somente nos dias do profeta Jeremias, mas em várias outras épocas distintas, ao invés de apresentarem frutos dignos de louvor, foram comparados a uvas bravas, de sabor amargoso.

O plano do Senhor era perfeito para o antigo Israel. Tinha tudo para dar certo, mas esse povo rebelde não entendia os planos de Deus e nem confiava nELE. Se tivesse confiado e se entregue nas mãos do Altíssimo, os frutos seriam deliciosos e abundantes.

O Senhor nosso Deus nos criou em Adão para sermos perfeitos e vivermos eternamente, mas fizemos escolhas que racionalmente nós mesmos reprovamos depois.

Isso aconteceu tanto com Adão, como com cada um de nós. O Senhor nos faz essa pergunta pela boca do profeta Jeremias: “Como algo bom se torna numa coisa ruim?”. O Senhor deseja que façamos essa reflexão. Deveríamos perguntar a nós mesmos:

1. Por que eu peguei esse bombom no supermercado, sem pagar, tendo dinheiro no bolso, e hoje sou compulsivo e continuo roubando nos supermercados? Por que me tornei um ladrão tendo com que pagar?

2. Por que me envolvi em adultérios, numa vida de prostituição sexual, tenho tudo o que preciso na pessoa do meu cônjuge e na minha família? Por que entrei nesse caminho tão difícil de abandonar e me tornei um homem infiel?

3. Por que abri a minha boca, sem necessidade alguma e inventei aquilo sobre meu colega, algo inverídico e sem graça? Como tive a coragem de fazer uma calúnia contra alguém que não era meu inimigo?

É difícil explicar porque nos tornamos insensíveis à Palavra de Deus. Não suportamos o sermão dos cultos; Não nos alegramos com os louvores; Não somos tocados ao ouvir os testemunhos de fé dos irmãos e a comunhão já não faz bem ao espírito. Por que tudo isso ocorre comigo?

Por mais estranho que possa parecer todos esses questionamentos, é mais comum do que se possam imaginar. Nesse instante, muitas pessoas estão vivendo esse triste dilema e não consegue encontrar nenhuma força para se erguer.

Todas as escolhas feitas, que pareciam bobas demais, conduziram a um pequeno pecado que foi sendo acariciado e isso cresceu sem que o transgressor percebesse. Como uma pequena planta que cultivamos e num dia qualquer paramos diante dela admirados e dizemos: "Como essa planta cresceu".

Somos como plantas que devem ser cuidadas pelo Criador. Sem os Seus cuidados, podemos nos tornar em plantas infrutíferas ou até daninhas. Mas a planta fraca pode ser recuperada pelo Senhor, basta que retornemos aos Seus cuidados.

O Senhor que diz: “Eu plantei”, também diz: “Eu renovo; Eu enxerto; Eu replanto, […] Eu perdoo e te dou nova chance”. Agora, depois do perdão e da redenção, sabemos porque uma videira brava pode voltar a dar bons frutos, basta ser enxertada em Cristo e nEle permanecer. 

Deus e Cristo Jesus sejam louvados! Amém.